<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645</id><updated>2012-01-29T16:55:16.276Z</updated><title type='text'>Mãe Preocupada</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://maepreocupada.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>402</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-4407518854893232723</id><published>2012-01-25T12:51:00.001Z</published><updated>2012-01-25T12:53:49.848Z</updated><title type='text'>Reflections of Motherhood</title><content type='html'>&lt;iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/taDqKWWPDAY?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;* post dedicado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-4407518854893232723?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/4407518854893232723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/4407518854893232723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2012/01/reflections-of-motherhood.html' title='Reflections of Motherhood'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/taDqKWWPDAY/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-5726787466822097251</id><published>2012-01-24T13:40:00.000Z</published><updated>2012-01-24T13:40:00.353Z</updated><title type='text'>Os larápios da blogosfera</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:arial;font-size:small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Há por aí uma blogger que volta e meia faz autênticas mantinhas de retalhos com os meus textos. Aqueles que não são meus serão de outros de certeza, porque o seu blog é tão incoerente e tão inconsistente, no conteúdo e no estilo, que não sai certamente de uma cabeça mas de muitas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;É certo que o blog é de uma jovem adulta, acabada de sair da adolescência, o que por si só deveria ser um fator atenuante. Aos dezoito anos, como se sabe, porque todos já os tivemos, esperneia-se, dramatiza-se, romantiza-se, mas tudo não passa de um vento forte e impetuoso do qual sobra pouco mais que a memória – uma brisa mansa. Como se sabe, aos dezoito anos cuida-se que todas as emoções nos pertencem, incluindo as emoções das pessoas que nos ultrapassam em dobro a idade e que têm que investir os seus dias a viver e a sobreviver, já que o tempo da diversão gratuita nos bares da cidade se foi há muito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Aos dezoito anos está-se sempre plenamente convencido que se chegou ao pico dos sentimentos, que se conhece a desilusão amorosa no extremo da dor e do desespero, que os segredos e mistérios da vida nos são revelados nos momentos de angústia em que não se consegue escolher entre belas-artes e medicina. Parece o fundo do poço, não parece? Essa incerteza, essa sensação de que o futuro fica decidido com uma escolha profissional... Mas não é, outros lugares há mais fundos, obscuros, húmidos, com um silêncio espesso onde só ecoa a nossa própria voz e onde, por vezes, somos obrigados a descer sem que nada nos perguntem e sem que tenhamos escolha. Para alguns esses lugares são infelizmente revelados bem cedo, na infância até. Mas outros só dão de caras com eles quando, na vida, faz mais peso a responsabilidade do que o entretenimento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Quem tem dezoito anos acha que a vida e a obra alheia espelham tudo o que sente. Que os outros escreveram de propósito sobre si e para si. Acha que vive um amor de perdição, que é vítima do orgulho e do preconceito, que tudo o que lhe acontece é um crime e um castigo e que é o porta-voz da grande mensagem. Vê nos dramas das séries de televisão os seus próprios dramas e nos finais felizes um prenúncio do seu próprio destino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Aos dezoito anos a liberdade é palavra de ordem, ainda que reduzida a sinónimo de mero exercício de direitos e reclamações. Ainda não se compreendeu muito bem, é natural, que a liberdade é um privilégio que normalmente só se ganha com a tranquilidade da consciência e com a simplicidade com que o gesto que temos fica coerente com a palavra que dizemos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Não menosprezo nada disto porque sei, já tive dezoito anos. Senti tudo isto, julguei tudo isto. Achei-me dona da verdade e do sentimento, credora de todos os direitos (menos o de plagiar) cuidando sentir coisas que mais ninguém sentia. São fases. Mas há uma coisa no caráter de um ser humano que não oscila com as fases, com os devaneios e as inquietações próprias da idade. Chama-se honestidade. Normalmente é visceral, ou se tem ou não se tem. Não se aprende, não se conquista, não se adia para a idade adulta com o pretexto de que o &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;hoje&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt; é para desfrutarmos da vida na sua plenitude.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Não gosto de ser plagiada. Muito menos por adolescentes de copos, cinema, patins e ryanair, que confesso que é estilo no qual não me revejo aos quarenta anos, já foi tempo. Também não gosto que me retalhem os textos para os coserem com remendos mal-amanhados. Onde estava a palavra "morte" não casa a palavra "sonho", fica ridículo e irrisório, lembra-me os desenhos animados da Candy Candy com os olhinhos a boiar à luz sol. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Fico logo com vontade de pôr às costas desta jovem, como mochilinha da escola, a minha vida e a vida de outras pessoas, para que sinta o seu peso e, sentindo-o, reconheça finalmente a amplitude e a fatalidade das palavras que nos rouba.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;A blogosfera tem destas coisas e destes riscos. A alma humana, no seu nível medíocre, também. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;(não consigo deixar de me lembrar da Clara Pinto Correia que, depois de lhe ter sido descoberta a inesperada faceta de plagiadora, teve a sua primeira aparição pública num concurso de televisão onde fez furor a imitar uma cabra desvairada)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-5726787466822097251?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/5726787466822097251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/5726787466822097251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2012/01/os-larapios-da-blogosfera.html' title='Os larápios da blogosfera'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-7006492182163134566</id><published>2012-01-24T12:30:00.003Z</published><updated>2012-01-24T23:43:43.729Z</updated><title type='text'>Temperos</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;o:officedocumentsettings&gt;  &lt;o:relyonvml/&gt;  &lt;o:allowpng/&gt; &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; &lt;w:worddocument&gt;  &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;  &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;  &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;  &lt;w:compatibility&gt;   &lt;w:breakwrappedtables/&gt;   &lt;w:snaptogridincell/&gt;   &lt;w:applybreakingrules/&gt;   &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;   &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;w:usefelayout/&gt;  &lt;/w:Compatibility&gt; &lt;/w:WordDocument&gt;&lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt;&lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}&lt;/style&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Cozinho com mediocridade. Esforço-me, é verdade, mas não passo do básico, pratos repetidos de quinze em quinze dias, ingredientes vulgares, temperos comuns. É certo que o pecado da gula é o que cometo de forma mais desenfreada, mas se pudesse dispensaria ser a responsável pela tentação. Cortar carne, amanhar peixe, picar cebola, descascar alho, faço tudo isso a bufar e a despachar, cuidando que estou a perder tempo precioso. Por causa disso, a surpresa que eu possa causar aos meus convidados para a mesa não vai muito além de uma açorda de bacalhau ou de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;penne &lt;/span&gt;atafulhado em legumes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;A culpa é da minha mãe que, não tendo também grande talento para a cozinha, se dedicou a criar filhos e filhas para o mesmo fim: estudar, conhecer, aprender, e com isso tratava de nos fazer investir mais tempo na leitura do que no fogão. O meu pai também preferia de longe ver-nos mergulhados em atividades que nos alargassem os horizontes, fosse nos livros ou em passeios, apesar de, ainda assim, sonhar com o dia em que uma das filhas estrelasse um ovo com a mesma mestria da cozinheira da sua distante infância. E eu, feliz vítima das facilidades e dos mimos que sempre são concedidas aos caçulas, fui ainda mais prejudicada no que toca aos dotes domésticos: na cozinha cumpro, mas não supero. Agrado, mas não surpreendo. Mal sabiam os meus pais que, quando eu me tornasse adulta responsável e mãe de filhos, cozinhar voltaria a ser uma moda entre homens e mulheres e que, nessa altura, uma mulher extraordinária seria aquela que dominaria tachos, &lt;span&gt; &lt;/span&gt;panelas e temperos ao mesmo tempo que mudasse fraldas e memorizasse tabelas de percentis, apanhasse um voo para a conchinchina, picasse o ponto no ginásio e comprasse um livro por semana na fnac. Assim uma espécie de mulher à antiga na lida doméstica e na maternidade fundida com uma mulher moderna nas viagens, na elegância e naquilo a que chamam cultura. Tudo ao mesmo tempo, as bolas todas no ar, um malabarismo bem visto pela sociedade, com ares de contemporâneo, giro, até. Parar é dar a mão à palmatória, parar é passar por preguiçoso. É preciso fazer muitas coisas ao mesmo tempo, de madrugada até à madrugada seguinte, programar, fazer, executar, criar, programar, fazer, executar, criar. Que sobre pouco tempo para pensar, porque o que se não pensa não se questiona e não se questionando vai-se conduzindo a vida com alegria e sem saber o quanto, às vezes, ela nos engana e nos despista. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-size:small;"&gt;Infeliz de mim que me treinei para viver devagar. Por causa disso fiquei para trás. Salvo as imposições profissionais, a que me entrego com ânimo e sem desvios nem distrações, sou como os velhos: dou-me mais à conversa e ao devaneio e só pego num livro se ele me quiser. Que chatice. Vou descascar cebolas e aproveitar para chorar um bocadinho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-7006492182163134566?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7006492182163134566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7006492182163134566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2012/01/temperos.html' title='Temperos'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-2102457574659690342</id><published>2012-01-23T09:30:00.001Z</published><updated>2012-01-23T09:32:49.478Z</updated><title type='text'>Vítimas</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:applybreakingrules/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;No horário de trabalho, estão no facebook. No horário do almoço, falam de trabalho. Durante o dia queixam-se que não deviam ter saído da  cama. Enquanto dormem, são violentados por aquilo de que são feitos os seus dias. Dão cabo da vida profissional tanto quanto dão cabo da vida pessoal.  E lamentam a sua existência tanto quanto são torturados pela iminência da sua morte.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-2102457574659690342?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2102457574659690342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2102457574659690342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2012/01/vitimas.html' title='Vítimas'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-6634590282990172493</id><published>2012-01-22T23:47:00.004Z</published><updated>2012-01-23T00:02:46.460Z</updated><title type='text'>Conversas de chacha</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:applybreakingrules/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;    &lt;p  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Já o disse aqui várias vezes, mas di-lo-ei de novo sempre que me apetecer. Importam-me pouco as questões da atualidade e cada vez me maçam mais as conversas de café à volta das notícias dos jornais. Até mesmo (pasmem-se!, que irresponsabilidade) a conversa da crise me causa urticária. Não que não lhe atribua a devida relevância ou que seja questão que não me atinge, mas aborrecem-me, com um aborrecimento de morte, todos os interlocutores, aborrecem-me as suas opiniões copiadas dos colunistas e as enumerações de estudos e estatísticas, as previsões e o diabo a quatro. E ainda as profundas considerações à volta dos descontos do cartão continente, do IVA das latas de atum, dos pensos higiénicos de marca branca e das mil e uma dicas para poupar na água e na alimentação para que não se tenha de abdicar dos sapatos, das carteiras, da empregada, do I-pod e dos brinquedos que são a felicidade das crianças, valha-lhes isso, coitadinhos, que não têm culpa nenhuma. E assim, desinteressada da ridicularia destas conversinhas de chacha, ignorantes das verdadeiras questões que estão por trás de tudo isto, vou passando por inculta. Seja. Na realidade, importam-me outras coisas. Como por exemplo, acordar num domingo de manhã com uma mensagem vinda de longe a dizer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;está um dia lindo que me faz lembrar-te&lt;/span&gt;. Depois virar-me para o lado e enterrar o nariz no pescoço dos meus filhos, únicos projectos em que posso trabalhar afincadamente para que, daqui a trinta anos, o país seja melhor. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-6634590282990172493?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/6634590282990172493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/6634590282990172493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2012/01/conversas-de-chacha.html' title='Conversas de chacha'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-2451028836530021709</id><published>2012-01-21T00:22:00.003Z</published><updated>2012-01-21T00:26:19.451Z</updated><title type='text'>(...)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;(...) mas a gente às vezes escreve mais para si do que para quem lê: e foi o que me aconteceu. Ruminando os meus casos, enchendo-me de boas razões filosóficas para uma hipótese provável, achava-me num estado até certo ponto lírico quando lhe escrevi, e daqui resultou escrever &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;liricamente&lt;/span&gt; - e o lirismo presta-se pouco a ser bem compreendido. (...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;carta de Antero de Quental a Jaime Batalha Reis (Maio de 1874)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-2451028836530021709?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2451028836530021709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2451028836530021709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2012/01/blog-post_21.html' title='(...)'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-7513470021523333829</id><published>2012-01-19T09:30:00.002Z</published><updated>2012-01-21T00:26:44.692Z</updated><title type='text'>O ridículo</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:officedocumentsettings&gt;   &lt;o:relyonvml/&gt;   &lt;o:allowpng/&gt;  &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:applybreakingrules/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Não sei o que é que a produção da RTP fez à Sandra Felgueiras, que ontem parecia um boneco da Rua Sésamo. Comentário idiota e de utilidade nula, mas é que às vezes também tenho assomos de futilidade e, nesses assomos,  para o que me dá é para me engasgar com o ridículo, que não consigo engolir nem com pancadinhas nas costas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-7513470021523333829?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7513470021523333829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7513470021523333829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2012/01/o-ridiculo.html' title='O ridículo'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-8137524313390548890</id><published>2012-01-18T15:04:00.002Z</published><updated>2012-01-18T15:07:00.919Z</updated><title type='text'>O homem que mexe no dinheiro</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Confesso que me entretém cada vez mais espalhar a dúvida e o desacato em consciência alheia quando estão em debate as ditas grandes questões da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;atualidade&lt;/span&gt; política, social e cultural. Vivesse eu no tempo da outra senhora e já teria sido eliminada há muito tempo. (Ou não. Talvez se eu vivesse no tempo da outra senhora fosse também eu outra senhora, uma verdadeira senhora, entretida a fazer compras de loja em loja, deitando conversa fora ao telefone, governando a casa com mãos de fada e educando os filhos para a obediência cega a entidades superiores e transcendentes.) Não há, contudo, qualquer ideal ou militância, de esquerda ou de direita, que me movam. Também nenhuma religião ou cartilha me impõem a palavra. Tenho só um vínculo à minha consciência social e humana, por tudo o que me é dado a ver ou a intuir neste mundo ao qual não me canso de tirar medidas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Nada de grave ou preocupante para quem quer que seja. Sou perfeitamente inócua, porque ninguém dá crédito a uma mãe de filhos pequenos. Há, na mente das pessoas vulgares, incompatibilidades &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;incontornáveis&lt;/span&gt;: ou se muda fraldas ou se pensa a humanidade; ou se embala ou se percebe alguma coisa deste mundo; ou uma coisa ou outra, nunca ambas, que os desafios da reflexão e do debate profundo não se compadecem com cheiro a produtos lácteos. Por isso o que digo vai valendo pouco. Às vezes acontece (porque acontece) o homem que mexe no dinheiro abrir a boca para concordar comigo e então todos arrebitam as orelhas e acalmam, pouco a pouco, a sua relutância em aceitar que tudo é muito mais do que aparenta. E nem percebem eles que, com esse simples baixar da guarda diante do homem que mexe no dinheiro, me dão a razão que em consciência não me reconhecem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-8137524313390548890?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8137524313390548890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8137524313390548890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2012/01/o-homem-que-mexe-no-dinheiro.html' title='O homem que mexe no dinheiro'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-2048019521788960359</id><published>2012-01-16T10:29:00.001Z</published><updated>2012-01-16T10:32:06.959Z</updated><title type='text'>A cultura portuguesa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Diz que a vida cultural no centro do Porto está mais fervilhante do que nunca. Numa estranha fusão com a vida nocturna e com os comes e bebes, a cultura anda por aí a dar um ar da sua graça na boca de toda a gente. Pica-se o ponto na intensíssima vida cultural do Porto bebendo um copo ou tomando um chá em qualquer sala onde haja um piano, uma estante com livros e uma decoração retro, ou esteja paredes meias com um alfarrabista. Nas ruas há fantoches, vendas de artesanato e música em palcos improvisados. Nas manhãs seguintes, depois da festa e da folia, a cidade acorda porca e mal cheirosa. Há copos partidos e pontas de charros por todo o lado, lixo e papéis estremecendo ao vento nas esquinas, manchas de vomitado com grumos de comida derramado na sarjeta, os patamares e os elevadores dos prédios cheiram a urina, os sem abrigo espreguiçam-se nas soleiras das portas. Tristes e cinzentas, as fachadas dos velhos edifícios negligenciados fazem sombra a esta realidade. É o que sobra, em cada amanhecer, dessa suposta vida cultural de que tanto se orgulha o Porto. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O mal deste povo português é confundir cultura com a passeata lúdica no universo das manifestações artísticas. A vida no centro do Porto está mais animada, é certo. Mas daí ate à cultura, vai um passo de gigante sem terra onde assentar o pé. No intervalo está a má educação, a ignorância, a inconsequência, a falta de civismo, de solidariedade e de respeito pela própria cidade e pelos seus habitantes. E essa é a grande demonstração de uma falta de cultura que é íntima e estrutural.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-2048019521788960359?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2048019521788960359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2048019521788960359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2012/01/cultura-portuguesa.html' title='A cultura portuguesa'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-7154174012812976378</id><published>2012-01-13T13:23:00.000Z</published><updated>2012-01-13T13:24:23.691Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/VDNjIuY1Z2w?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-7154174012812976378?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7154174012812976378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7154174012812976378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2012/01/blog-post.html' title=''/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/VDNjIuY1Z2w/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-6459695951869614283</id><published>2012-01-12T23:18:00.006Z</published><updated>2012-01-17T22:29:07.908Z</updated><title type='text'>Poetas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O meu filho mais novo disse que as rosas cheiram a raparigas. Tem três anos. Foi  uma rosa vermelha e viçosa que a florista lhe ofereceu, grata pelos  minutos de boa prosa que tiveram enquanto ela preparava um ramo para  oferta. Trocaram meia dúzia de impressões sobre os matizes e as texturas  das flores e ela, vendo-o assim tão minúsculo e já a pasmar, rendido à  beleza de coisas elementares, achou-lhe graça. Foi buscar uma rosa  vermelha, aparou-lhe o pé, desbastou-lhe os excessos e estendeu-lha  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;toma, por seres tão lindo&lt;/span&gt;. Ele agradeceu, pegou-a com os cuidados  habituais, cheirou-a e disse: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hummmmm.... a rosa cheira a rapariga... &lt;/span&gt;Um  poema. Um poema dos sentidos. Um poema da memória. Coisas de criança,  que é poeta por natureza, por lucidez de visão, por sentimento sem  filtro, por simples verdade. Perde-se às vezes isso com o  tempo, que o tempo impõe o sistema e o sistema impõe educação e a educação impõe limites e os  limites impõem razão e a razão impõe quotidiano e o quotidiano impõe que  não se seja poeta. A não ser que seja para vender livros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Tem três anos. Não sei daqui a quantos, mas um dia, continue ele um  poeta e há de chegar a casa e dizer-me, como quem confessa a descoberta  essencial, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mãe, afinal são as raparigas que cheiram a rosas&lt;/span&gt;. Ou talvez  não, porque os filhos crescem e vão calando a sua intimidade diante dos  pais. Talvez ele apenas chegue a casa e eu lhe diga &lt;span style="font-style: italic;"&gt;filho, trazes cheiro a  rosas.&lt;/span&gt; E ele, se continuar poeta, responder-me-á &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e ainda te lembras  porquê?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-6459695951869614283?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/6459695951869614283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/6459695951869614283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2012/01/poetas.html' title='Poetas'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-6551418825402331590</id><published>2012-01-10T10:50:00.003Z</published><updated>2012-01-10T12:58:56.640Z</updated><title type='text'>Vida eterna</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:arial;font-size:small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Laura esteve sempre convencida que podia garantir a vida eterna do seu corpo comendo os tomates e as curgetes nas doses e às horas prescritas pelas revistas e pelos especialistas da televisão. Era natural que recusasse um convite para jantar em casa de amigos se a ementa incluísse um naco de carne vermelha assada cheia de antibióticos e substâncias tóxicas. Ao rigor nutricional acrescentava meia hora de corrida diária da qual nenhuma desgraça alheia podia demovê-la. E corria, corria contra a morte, a velhice, a gordura, a demência e a doença. Depois, no silêncio desumano da sua casa, via televisão à distância segura para evitar os males da vista e, por fim, descansava a cabeça no travesseiro concebido para prevenir os problemas cervicais. Na mornidão do leito onde se espraiava sem limites nem compromissos, libertava-se, doce e reconfortante, o aroma dos cremes que a livrariam da celulite e das estrias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Para trabalhar dedicadamente na vida eterna, Laura teve que viver só, como vivem sós todos aqueles que trabalham a tempo inteiro para a posse do que a ninguém pertence. Por isso, quando a maldição começou a multiplicar-se silenciosa e traiçoeiramente num canto do seu corpo de fêmea, Laura achou que era tudo uma profunda ingratidão da natureza ou um grande mal-entendido com deus. Tinha, entretanto, dispensado os amigos que apareciam inoportunamente na hora da sua corrida diária e os que cozinhavam carne, e afastara ainda os que se deixavam engordar irresponsavelmente e as que sacrificavam a elegância para conceber e criar. Estava só, sem o retorno do investimento e com a angústia da mortalidade precoce. Nunca lhe passara pela cabeça que a única eternidade possível é a da memória. E não houve um raio de uma revista ou de um especialista que a avisasse disso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;* esta é mais uma obra da realidade. Qualquer semelhança com a ficção terá sido mera coincidência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-6551418825402331590?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/6551418825402331590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/6551418825402331590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2012/01/vida-eterna.html' title='Vida eterna'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-1921104384551981704</id><published>2012-01-09T14:42:00.002Z</published><updated>2012-01-09T14:45:26.651Z</updated><title type='text'>Lombo de bacalhau</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;A Conceição anda atrapalhada com os preços da comida. Não lhe falta um bom carro, indispensável em todos os momentos, nem as dezenas de canais de televisão que vê num aparelho de encher o olho e a parede da sala. Não lhe faltam a inteligência e a sofisticação de engenhocas e eletrodomésticos que a poupam a todas as tarefas, não lhe falta a empregada para manter a casa limpa e a roupa lavada, não lhe faltam as férias exatamente onde lhe apetece. Mas anda atrapalhada com os preços da comida, ávida de encontrar descontos e promoções em tudo o que lhe ferve na panela. Gasta horas do dia à procura das melhores oportunidades para comer por menos, que o preço do azeite e dos congelados não se admite. O das ervilhas também é uma vergonha. A vida está cara, diz ela, poupar nunca é demais, senão qualquer dia andamos todos a passar fome. Espanta-se com a indiferença que lhe mostro enquanto pego nos talheres e ajeito diante de mim o prato fumegante. Pensa certamente que não tenho que fazer ao dinheiro e que é por isso que o torro no lombo de bacalhau que então levo à boca sem pudor e que nem sei por quanto me ficou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-1921104384551981704?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/1921104384551981704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/1921104384551981704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2012/01/lombo-de-bacalhau.html' title='Lombo de bacalhau'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-2032645282064849259</id><published>2012-01-06T14:30:00.003Z</published><updated>2012-01-06T14:33:04.700Z</updated><title type='text'>O meu amor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O que há de mais grandioso e fenomenal na Cristina Branco é facto de as suas versões serem capazes de superar as originais, mesmo quando estas tinham a voz de grandes mestres da música. A mais sublime prova disso é a sua arrepiante e comovente interpretação do original de Zeca Afonso (com poema de Luis de Camões) "Verdes são os Campos", que já aqui publiquei. Hoje enviaram-me "O meu amor", um original da Ópera do Malandro de Chico Buarque que conheço há muitos, muitos anos mas que, na voz de Cristina Branco, me deixou extasiada. Que me desculpe o Chico Buarque, um génio que vive sempre na minha casa e me acompanha desde que nasci, mas nisto rendo-me à Cristina Branco. Silêncio, por favor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;iframe width="420" height="34" src="http://www.youtube.com/embed/Ur4XiXJrd5o?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Obrigada*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-2032645282064849259?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2032645282064849259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2032645282064849259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2012/01/o-meu-amor.html' title='O meu amor'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Ur4XiXJrd5o/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-8950169472723172568</id><published>2012-01-02T14:41:00.004Z</published><updated>2012-01-02T15:16:51.797Z</updated><title type='text'>Origem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Esta coisa de a Terra poder ser engolida pelas experiências de busca do bosão de Higgs ainda dá que pensar. A procura incessante da verdade, da causa e da origem às vezes pode dar nisto. No fim. Nem todas as respostas têm de ser encontradas. Nem sempre, para andar para a frente, é preciso desenterrar o passado. Basta reconhecer que ele nos foi superior e preservar o mistério. Não são, aliás, os mistérios do passado que nos alimentam a fé no futuro? Se tudo estivesse cientifica e objetivamente esclarecido não esperaríamos mais do que novas sequências de factos e relações causa-efeito entre os mesmos. Então deixai os mistérios quietos e sossegados, no plano do divino ou do sobrenatural, a ver se continuamos a espantar-nos e a inquietar-nos, como o poeta quando repetia &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Por que há qualquer coisa, por que há qualquer coisa, por que há qualquer coisa!&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;(*)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:arial;font-size:small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;A certeza tornar-nos-ia estanques, sem mais caminho para percorrer. Não admira que fossemos engolidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;(*) Álvaro de Campos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-8950169472723172568?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8950169472723172568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8950169472723172568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2012/01/origem.html' title='Origem'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-3374982461173403832</id><published>2012-01-01T22:32:00.003Z</published><updated>2012-01-01T22:51:08.124Z</updated><title type='text'>Historinhas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Recebi um e-mail de uma amiga a comentar alguns dos meus últimos textos e que, a certa altura, a propósito de "Os filmes da vida" (meia dúzia de textos já aqui abaixo) me escreveu assim: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A vida de toda a gente dava um livro, já pensei isso muitas vezes. Não é  mentira nenhuma, não senhor, mesmo quando é dito com leviandade. Mas se  fosse essa vida a escrever-se, poucos livros, ou filmes, teriam  interesse. Estou cada vez mais convencida que a importância da história é  definida pelo narrador, ou pelo realizador, mais do que pelo  argumentista ou pela narrativa em si. O que traz proveito à vida é a  forma como se a vê, e não exactamente o que lhe acontece.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É verdade. Um homem pode plantar um roseiral e nada no seu relato desse episódio tão naturalmente cheio de poesia lhe fazer jus. Outro homem pode simplesmente colher uma rosa e disso fazer a mais extraordinária história, o mais singular dos factos, a mais assombrosa de todas as emoções. A grandeza da história vem de quem a conta, sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Contudo, e sem querer aqui inventar desculpas à última hora, quando escrevi sobre as histórias que davam filme ou livro, queria apenas debruçar-me sobre a presunção de certas pessoas, que julgam sempre a sua cruz a maior, o seu desgosto o único, a sua dor a mais lancinante, os seus acasos os mais insólitos e as suas correrias as mais inúteis. Infelizmente todas as vidas são feitas disso, num ou noutro momento: dor, desgosto, perda, acasos, correria inútil. Cuidarmos que o universo nos escolheu como protagonistas do seu grande enredo só porque conhecemos bem o gosto da lágrima e o tabefe do destino é, isso sim, uma historinha medíocre. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-3374982461173403832?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/3374982461173403832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/3374982461173403832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2012/01/historinhas.html' title='Historinhas'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-1193488059640734730</id><published>2011-12-30T15:27:00.000Z</published><updated>2011-12-30T15:29:13.980Z</updated><title type='text'>Feliz Novo Dia</title><content type='html'>&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/9eTdZzM3YuQ?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-1193488059640734730?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/1193488059640734730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/1193488059640734730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/12/feliz-novo-dia.html' title='Feliz Novo Dia'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/9eTdZzM3YuQ/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-8407231759191623484</id><published>2011-12-29T12:11:00.001Z</published><updated>2011-12-29T12:11:27.545Z</updated><title type='text'>Balanço de 2011</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Uma rede pendurada entre duas árvores de corpo frondoso, em suave movimento para lá e para cá. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-8407231759191623484?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8407231759191623484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8407231759191623484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/12/balanco-de-2011.html' title='Balanço de 2011'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-8009043404736247881</id><published>2011-12-28T10:36:00.003Z</published><updated>2011-12-28T11:25:52.601Z</updated><title type='text'>Acasos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Nunca os meus pais me impuseram, sequer de forma disfarçada, opções &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;profissionais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Doutora, engenheira, professora, cabeleireira, bailarina... que eu fosse o que eu quisesse, mas que fosse com entrega, com brio, com consciência. Com orgulho. Alguns conselhos e muitos acasos trouxeram-me a este mundo, este lugar onde &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;injeto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, a conta-gotas, um doce e &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;alucinogénio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; veneno na sociedade. Não me orgulho mas divirto-me muito. E para me redimir, escrevo este &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;blogue&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Não é, portanto, com a pretensão de fazer literatura ou de me elevar a um nível superior no domínio da palavra que aqui venho anotar o que me vai na cabeça e no mundo. É para compensar, com alguma verdade, as mentiras que escrevo durante o resto do dia. Por isso, quando os leitores me abordam elogiando-me a escrita e insinuando que eu já devia ter publicado em papel, com direito ao nome na lombada, agradeço do fundo do coração mas, sem falsas &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;modéstias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, creio que me &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;sobrevalorizam&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;. Não trabalho arduamente na escrita deste &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;blogue&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, não me isolo, não esmiúço a palavra nem me demoro a esculpir frases para que a forma final resulte perfeita e assombrosa. Cada texto que aqui escrevo representa, às vezes, menos que cinco minutos de intervalo na rotina, impostos à minha consciência por algum diálogo que ouço, algum movimento que pressinto, alguma imagem que me salta aos olhos e que me ficam a fermentar em todos os cantos do corpo. Não faço rascunhos, não corrijo, não disseco, não exploro, não ensaio, não leio em voz alta. Escrevo como penso e como digo, não como pretendo ser lida. A minha urgência é apenas a da denúncia. Acontece às vezes, por um mero e feliz acaso, que a palavra perfeita esteja no lugar certo à hora certa e então os meus textos resultam mais bonitos, mais equilibrados, mais redondos, mais inspirados ou inspiradores. Só que os verdadeiros escritores não se fazem de acasos, antes de trabalho dedicado, generoso e abnegado sobre a palavra, as suas formas e &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;significâncias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;, a sua métrica, a sua ligação com o real e com o imaginário. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Este &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;blogue&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; não é como um livro, como já me disseram. Aceito-o mais como um cartaz que eu me esforço por empunhar com convicção, coerência e verdade, acima de todos os outros, dos milhares de milhões de biliões que igualmente se agitam por aí. Se &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;veem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; beleza nas minhas palavras de ordem, fico feliz. Se &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;leem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; poesia nesta minha inútil militância, fico feliz. Se ouvem música na rima que procuro entre a palavra e a minha consciência, fico feliz. Mas são só acasos. Obrigada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-8009043404736247881?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8009043404736247881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8009043404736247881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/12/acasos.html' title='Acasos'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-1865486676125756783</id><published>2011-12-27T14:46:00.001Z</published><updated>2011-12-27T14:46:39.820Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/ILAzNp0YDO0?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-1865486676125756783?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/1865486676125756783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/1865486676125756783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/12/blog-post_27.html' title=''/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/ILAzNp0YDO0/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-721580991219342415</id><published>2011-12-27T12:47:00.001Z</published><updated>2011-12-27T12:49:40.283Z</updated><title type='text'>Vírus</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Desilude-me às vezes esta gente novinha. Não que eu seja velha, mas já tenho idade para os ter posto no mundo em gravidez precoce. Chegam com modernos e farfalhudos casacos, ponchos de lã de marcas decentes, camisolões, túnicas, botas de pelo, boinas e bonés com forros quentes e macios, luvas, cachecóis, um rol de roupa e calçado que não mais acaba em estilo e variedade, e vêm a tremer, queixando-se da inclemência deste frio ibérico, que, para mim, de tão brando chega a ser terno. A meio do dia, quando o sol explode a sul, queixam-se dessa luz que lhes fere os olhos e ainda da mornidão que garantem ser perigosa para a saúde. Se de manhã não se consegue trabalhar com o frio, à tarde não se consegue trabalhar com o sol. Parecem velhinhos. Frágeis, indefesos, de articulações com poderes adivinhatórios, brônquios delicados, testas vincadas pelo hábito de rejeitar a luz e estado de espírito dependente do estado do tempo. Devem ser filhos dessa geração de paranoicos que acreditam que os vírus chegam embalados nas correntes de ar, penetram, matreiros, pelas frinchas das janelas e proliferam, traiçoeiros, com os raios do sol de inverno. Um botão do casaco que fique, por descuido, desapertado e talvez um vírus especialmente astucioso possa entrar, de fininho, pelo intervalo aberto na fazenda. Com consequências mortais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-721580991219342415?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/721580991219342415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/721580991219342415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/12/virus.html' title='Vírus'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-597719184801672316</id><published>2011-12-26T14:38:00.000Z</published><updated>2011-12-26T14:39:42.787Z</updated><title type='text'>Os filmes da vida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;É espantosa a quantidade de pessoas que julgam a sua própria vida digna de um filme. Frase feita e comum: a minha vida dava um filme. Ou um livro. Ou qualquer coisa de semelhante. Mortes, divórcios, amores (ora perfeitos ora imperfeitos), correrias, empregos e desempregos, acasos e mal-entendidos, "édipos" mal resolvidos e a vida já dava um filme, Ou um livro. Ou qualquer coisa de semelhante. Mas o que é curioso é que, se repararmos bem, o trágico e o insólito é que são a banalidade. Dava um filme sim, a vida de alguém que seguisse em linha reta, pisasse em chão seguro, aspirasse ao possível, amasse o amante, parisse o perfeito, ganhasse o justo, habitasse o sólido e, na hora da morte, nem sequer morresse. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: small; "&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-597719184801672316?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/597719184801672316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/597719184801672316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/12/os-filmes-da-vida.html' title='Os filmes da vida'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-7479191949018799484</id><published>2011-12-23T00:39:00.001Z</published><updated>2011-12-23T00:39:43.936Z</updated><title type='text'>3,14</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Pi é uma constante matemática. Só.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-7479191949018799484?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7479191949018799484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7479191949018799484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/12/314.html' title='3,14'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-4842303299163980427</id><published>2011-12-21T23:34:00.003Z</published><updated>2011-12-21T23:36:02.457Z</updated><title type='text'>Matemáticas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span id="dnn_ctr1121_ViewEVDConverteAcordo_lbl_TextoAcordo" style="display: inline-block; width: 100%;font-family:trebuchet ms;" &gt;O  mal de algumas pessoas é cuidarem que uma televisão, uma rede social e  um bom livro lhes bastam para falarem com propriedade da dimensão humana,  do volume de certas dores, da área ocupada por uma perda irreparável,  da largura da miséria, do perímetro da solidão e ainda do raio que os  parta e piiiiiiiiiiiiii. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-4842303299163980427?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/4842303299163980427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/4842303299163980427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/12/matematicas.html' title='Matemáticas'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-2739267658799107011</id><published>2011-12-17T19:31:00.006Z</published><updated>2011-12-27T12:51:45.555Z</updated><title type='text'>Credores</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:officedocumentsettings&gt;   &lt;o:relyonvml/&gt;   &lt;o:allowpng/&gt;  &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:applybreakingrules/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;É curioso constatar até onde vai e por onde se fica a nossa generosidade. Vai longe, é verdade. Embarca em aviões, em forma de encomendas de livros e roupas que endereçamos a terras de fome e escassez. Vai pela internet, nas transferências de dinheiro que fazemos para o nib das boas causas que são mediatizadas. Vai nos blogues, nas páginas do facebook e nos e-mails onde assinamos o nosso nome defendendo fracos, oprimidos, doentes, injustiçados e abandonados. Vai em noites dedicadas a distribuir mantas e malgas de sopa pelos sem-abrigo que brotam, como ratazanas, das fendas invisíveis do centro da cidade. Vai em cêntimos arredondados na hora de pagar contas no supermercado e em outros tantos que tilintam em latas e chapéus de mendigos e cantadores. Vai tantas vezes em sangue que doamos e em orações que fazemos. Vai em sacas de roupa que já não serve ou medicamentos que sobraram. E que bom que tudo isso é. Mas a certa altura fica. Fica-se. Quando é altura de ser generoso com o que a vida nos reservou ou com quem nos magoou, a generosidade fica-se. Para nós a dor dos outros tem sempre remédio, estamos lá nós para a diminuir. É coisa pouca, toma-nos tempo ou trocos e pouco mais. Mas a nossa, oh, a nossa própria dorzinha é sempre tão tremenda, tão injusta, tão maior do que a dor outros, que não conseguimos cometer aquele que creio ser o maior e mais honesto ato de generosidade: perdoar. E às vezes falta-nos até a lucidez para perceber que quem nos causou a dor estava apenas a dar um safanão de desespero no nada ou a bater os pés para não se afundar e, por mero acaso, acertou-nos. Haja muitas iniciativas de solidariedade não só porque o mundo precisa, mas para continuarmos a lavar as nossas mãos e sacudirmos as poeirinhas incómodas da consciência. De noite, contudo, no sono profundo, hão de abrir-se as gavetas fechadas onde guardamos os papéis das contas que nunca saldamos por egoísmo, orgulho e arrogância. Por presumirmos que somos sempre credores. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-2739267658799107011?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2739267658799107011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2739267658799107011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/12/credores.html' title='Credores'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-3503853509693656295</id><published>2011-12-15T13:51:00.000Z</published><updated>2011-12-15T13:52:19.525Z</updated><title type='text'>Emplastro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Apercebi-me hoje da indignação gerada por causa de um tal workshop para mulheres que desejam conquistar o homem dos seus sonhos. Não creio que haja motivos para preocupação. Tal iniciativa dilui-se, confunde-se com a massa homogénea e amorfa de inutilidades que por este mundo se arrasta, mendigando êxito e fiéis. Não é nada de original, portanto. Não se destaca. Não surpreende. É previsível. Coisas destas são inócuas, não fazem mossa, nem para o bem nem para o mal. Mais impacto tinha o emplastro, o homem desdentado que aparecia em todas as reportagens da bola. Agitava-se freneticamente para chamar a atenção, mas ao menos fazia rir. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-3503853509693656295?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/3503853509693656295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/3503853509693656295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/12/emplastro.html' title='Emplastro'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-8023752060820840005</id><published>2011-12-14T14:25:00.000Z</published><updated>2011-12-14T14:26:22.916Z</updated><title type='text'>*</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Quando honestamente admiramos uma pessoa tratamo-la como igual. Só os invejosos são subservientes. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-8023752060820840005?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8023752060820840005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8023752060820840005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/12/blog-post_14.html' title='*'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-5682248711107332453</id><published>2011-12-13T22:51:00.000Z</published><updated>2011-12-13T22:51:34.931Z</updated><title type='text'>Idade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tenho uma fórmula matemática simples para descobrir com que idade estou.  Somo todos os tabefes que a vida me deu e subtraio-lhes o número de  vezes que, por dia, consigo ainda sentir espanto e maravilha. E quase sempre descubro que acabei de vir ao mundo. Mas nunca consegui, como queria,  chegar à idade negativa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-5682248711107332453?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/5682248711107332453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/5682248711107332453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/12/idade.html' title='Idade'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-565761211209379266</id><published>2011-12-12T23:20:00.001Z</published><updated>2011-12-12T23:25:04.555Z</updated><title type='text'>maria das dores</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic; text-align: justify;"&gt;A dor que te dói não é igual à que me dói a  mim, é certo. Não posso, por isso, entender como te dói a tua dor, pois  que não a vivi, nem tu poderás entender como dói a minha dor, pois que  nunca a sentiste. Têm, contudo, as nossas dores semelhanças que as  sintonizam, que as tornam próximas. São dores que não se veem por fora,  não nos emagreceram, não nos branquearam cabelos, não nos enrijeceram os  cantos da boca nem lhe cravaram sulcos de amargura. Não nos afastaram,  como descrentes, do mundo em que vivemos. São dores que ficam caladas,  afundadas, enterradas como raiz. São como uma fúria concêntrica, em remoinho, que não sai  pelos dedos nem se vê nos olhos. Não têm cura nem alívio. Não se fala  sobre elas. Não se escreve sobre elas. Não têm sujeito nem predicado,  mais difícil é terem complementos diretos e indiretos. São dores  caladas. Não se cruzam com o quotidiano. Quando acordam, não acordam  finas e agudas de forma a saltarem à vista. Não gritam. Acordam grossas e  opacas, com um rumor possante como o de um terramoto que tudo abala,  tudo toma e tudo suga. E vão-se tal como vieram, até ao próximo assalto. No entretanto, deixam tudo em paz.&lt;br /&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-style: italic;"&gt;Não conheço a tua dor, mas conhecendo a minha, posso garantir-te  que saberás viver com ela quando aceitares que é tua ao invés de a  tentares enxotar ao pontapé. Não te preocupes, é seguro e eficaz. Nunca  ouvi que se morresse de dor. Só do desespero de tentar fugir-lhe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-565761211209379266?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/565761211209379266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/565761211209379266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/12/maria-das-dores.html' title='maria das dores'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-4961003966545589644</id><published>2011-12-12T23:04:00.002Z</published><updated>2011-12-12T23:06:52.768Z</updated><title type='text'>Atitudes</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;"Atitude" era uma palavra que eu respeitava muito. Usava-se de vez  em quando, apenas quando a importância do momento exigia termos à  altura, não andava aí ao desbarato como agora. Lembro-me de a minha mãe a  usar quando o meu comportamento a desiludia demasiado ou quando estava  diante de uma situação que a desagradava e que era preciso resolver.  Ganhava um tom sério e austero e dizia: "se isto continua assim é  preciso tomar uma atitude". A minha mãe era pessoa de um humor quente.  Passassem por ela todos os dramas da vida e ela continuaria sorrindo e  apurando as suas piadas e ironias, acordando-me com cócegas e beijos,  numa tolerância e generosidade permanentes diante das coisas que  corressem menos bem e diante daqueles que se comportassem menos bem. Ora  assim sendo, se acaso o rosto da minha mãe assumisse subitamente traços  de gravidade e ela dissesse que tinha de tomar uma atitude, "atitude"  só poderia ser coisa igualmente grave. Atitude teria de ser uma  reviravolta, uma decisão que mudasse o rumo das coisas, que  impossibilitasse a repetição de um erro. Tomar uma  atitude não seria  portanto coisa para todos, seria coisa para os decididos e corajosos.  Para mim, uma atitude abalaria estruturas. Coisa de revolução, por  exemplo. Para o bem e para o mal, porque também havia os casos de  pessoas que tinham tido atitudes menos próprias, atitudes condenáveis.  Num ou noutro caso, atitude era sempre um ato, uma ação. Pasmo agora,  por isso, quando vejo aquilo em que a atitude se tornou. Começou tudo  com a publicidade, apareceram de repente, não sei de onde, bebidas com  atitude, perfumes com atitude, bicicletas com atitude, sapatos com  atitude, batatas fritas com atitude, carros com atitude, cuecas com  atitude. E, como toda a gente sabe ou devia saber, palavra que se torne  comum na publicidade perde toda a sua significância e o seu conteúdo e  passa a ser aquilo que cada um quiser ver, à luz dos seus sonhos e das  suas aspirações. Da publicidade, a atitude passou à esfera da autoajuda e  dos bons conselhos de vida que as revistas sexuadas e os debates de  televisão semeiam nas nossas cabecinhas. Tenha atitude. Regresse ao  trabalho com atitude. Encare uma nova relação com atitude. Conviva com  os seus amigos com atitude. Enfrente o divórcio com atitude. Viva o sexo  com atitude. Desfia-se a seguir uma lista de dicas e conselhos úteis  para quem quer ter atitude que podem passar por coisas tão  extraordinárias como a escolha de uma boa lingerie ou a psicologia de  trazer por casa, que reza coisas como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;seja frontal e verá que, por mais  que lhe custe os outros olharão para si como uma pessoa segura, com  autoestima e, portanto, digna da máxima confiança. Não se espante se de  repente se se aperceber que as suas colegas de trabalho a veem como a  melhor amiga e os colegas como a mulher de sonho. Ter atitude compensa&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt; E as atitudes, que para mim eram coisas que se tomavam de forma  ponderada e em situações de emergência, para além de terem abandonado a  sua forma plural e serem agora apenas "atitude", ganharam o cheiro  nauseabundo das multidões, dos acéfalos, das massas que se arrastam em  movimento homogéneo para onde houver uma mãozinha a acenar. Já não vejo  ninguém a tomar uma atitude, mas antes a ser tomado pela atitude. E de  golada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-4961003966545589644?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/4961003966545589644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/4961003966545589644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/12/atitudes.html' title='Atitudes'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-8732543218441534949</id><published>2011-12-05T10:21:00.000Z</published><updated>2011-12-05T10:22:01.862Z</updated><title type='text'>Bichos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Gosto de bichos, da natureza de uma forma geral, admiro o frenesim das formigas com o mesmo enlevo com que admiro a tenacidade dos monstros paquidermes. Nenhuma espécie, no entanto, me causa mais espanto do que a humana que, à custa da ambição de sempre parecer mais do que o que é, se presta a comportamentos estranhos e a gestos surpreendentes. Vem isto a propósito de ter visto há dias um jovem rapaz que, com entusiasmo, procurava no seu smartphone touch screen umas certas fotografias que me queria mostrar. Abrindo a pasta de imagens onde já guardava umas largas dezenas, desatou a andar com o dedo para a frente e para trás no écran com tal ansiedade que, a espaços, o lambia como se folheasse as páginas de um livro. O queixo descaiu-se-me diante daquele gesto tão subtil mas tão insólito e sintomático. Não deitei qualquer atenção às imagens, fiquei a ver o polegar humedecido a empurrar coisa nenhuma de cá para lá e de lá para cá, a língua para fora e para dentro, em ritmo mecânico e já inconsciente, e o écran lambuzado, nojento, mas poderoso, moderno, mágico, digno de ser exibido e contabilizado no saldo final do que nos faz maiores e melhores do que os outros. Houvesse no jardim zoológico cenas tão engraçadas e propensas a estudo como esta, e eu até dava de barato a inquietação que me causam os felinos confinados a poucas dezenas de metros quadrados e os elefantes condenados a tocar sinetas para o resto da vida a troco de uma moeda de cêntimos e da orgulhosa histeria das famílias. Ia mais vezes. Mas tenho cá fora, de graça, tudo o que preciso para me entreter. Até um espelho, quando é hora de avaliar o ponto a que eu própria cheguei, mesmo sem smartphone.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-8732543218441534949?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8732543218441534949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8732543218441534949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/12/bichos.html' title='Bichos'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-7186485214253452003</id><published>2011-12-03T14:35:00.000Z</published><updated>2011-12-03T14:36:27.146Z</updated><title type='text'>*</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Tenho imunidade permanente a todo o tipo de apelos ao consumo. Contudo,  pagam-me para os fazer. Durmo bem, obrigada. Já passei o tempo de me  presumir responsável por ensinar alguma coisa aos outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-7186485214253452003?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7186485214253452003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7186485214253452003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/12/blog-post.html' title='*'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-1024222873080736125</id><published>2011-12-03T14:02:00.004Z</published><updated>2011-12-03T14:12:10.747Z</updated><title type='text'>Mais do mundo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Mais um blogue que me encanta. Nem tudo na blogosfera é pastilha elástica mastigada ruidosamente e de boca aberta, cuspida e colada debaixo de qualquer assento. Quase tudo, mas nem tudo. Encontra-se muito para ruminar, digerir e nutrir. Devagar.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://umamulhernaochora.blogspot.com"&gt;Uma Mulher não Chora&lt;/a&gt;. Mais do mundo do que do ego, o que é coisa cada vez mais rara.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-1024222873080736125?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/1024222873080736125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/1024222873080736125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/12/mais-do-mundo.html' title='Mais do mundo'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-5470680273630392252</id><published>2011-12-02T15:26:00.004Z</published><updated>2011-12-02T16:18:17.723Z</updated><title type='text'>Aprender</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" line-height: 18px; font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Isto não é da minha cabeça, já vem de longe mas é sempre bom lembrar porque, se às vezes parece que pouco nos resta, ao menos que nos salve a humildade: quem mais cuida saber é quem mais vezes terá de &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;cá&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; voltar. Até aprender, de uma vez por todas, que a única parcela de razão e de verdade que lhe cabe é ainda menos que um grão de pó na doida e misteriosa encruzilhada de todos os tempos, de todos os espaços, de todas as emoções. O verdadeiro sábio não afirma, espanta-se!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-5470680273630392252?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/5470680273630392252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/5470680273630392252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/12/aprender.html' title='Aprender'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-8384564513874693357</id><published>2011-11-29T14:00:00.001Z</published><updated>2011-11-29T14:02:15.612Z</updated><title type='text'>Crises</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="  ;font-family:arial;font-size:small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A crise financeira interessa-me pouco. Em França, um pai castigou o filho de três anos metendo-o dentro da máquina de lavar, em modo secagem. Matou-o. Às crises sobrevive-se, à perversidade nem sempre. As crises são conjunturais. A perversidade é estrutural.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-8384564513874693357?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8384564513874693357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8384564513874693357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/11/crises.html' title='Crises'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-2730581246549573401</id><published>2011-11-25T10:12:00.000Z</published><updated>2011-11-25T10:14:03.663Z</updated><title type='text'>Dica para os indignados</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Diante de birras dos meus filhos, tenho a mesma reação que o Governo tem diante das greves: ignoro. Digo-lhes qualquer coisa como o que hoje vem nos jornais: &lt;i&gt;compreendo o teu sentimento de frustração, mas tem de ser&lt;/i&gt; e continuo a minha vida. O alarido apaga-se em dez minutos e o amuo derrete-se em outro tanto. Contudo, tenham eles uma atitude de verdadeira coragem e ousadia, sólida e consciente, e serei vencida. Encostada à parede pela força da inteligência e da paixão, serei capaz de me render e dizer que sim a quase tudo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-2730581246549573401?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2730581246549573401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2730581246549573401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/11/dica-para-os-indignados.html' title='Dica para os indignados'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-4764243615012724449</id><published>2011-11-24T11:37:00.006Z</published><updated>2011-11-24T22:21:35.932Z</updated><title type='text'>Os ovários e a greve</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Manhã cedo. À porta da câmara municipal, ao fundo da escadaria e voltados para a rua, quatro vultos empunham um cartaz &lt;i&gt;Estamos em Luta&lt;/i&gt;. Quatro. Ao mesmo tempo, o noticiário da rádio dá-me conta dos números, da dimensão, dos portões fechados. Pergunta-me então o meu filho, atento e intrigado, &lt;i&gt;como é que meio país parado por um dia pode ajudar um país inteiro?&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:arial;font-size:small;"  &gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Ontem à noite, perguntou-me ele o que era um ovário. Sem hesitar, deitei-me ao seu lado na cama, onde já estava aconchegado e pronto para dormir, e com o dedo fiz, suspenso no ar, em traço imaginário, o desenho das entranhas fecundas e generosas da mulher, arredondei-lhe um útero, estendi-lhe como braços abertos umas trompas cujas terminações espiralei, simetricamente, para lhe responder à pergunta. Na base, fiz descer o desenho até uma tosca vagina. &lt;i&gt;Todas as mulheres nascem com milhões de óvulos aqui, dentro dos ovários...&lt;/i&gt; Que gozo me deu começar a contar esta história, assim, sem fantasia nem religião, que o mistério da natureza já é assombroso que chegue por si só. E outros mistérios que haja, que possa haver, é bom que nasçam na cabeça dele. Cada um tem direito às suas íntimas e profundas inquietações para além das verdades universais. Não tenho a presunção de ter resposta para todas as perguntas nem cometo o crime de florear o que desconheço com teorias que a cada um cabe formular, à luz das suas próprias crenças e aprendizagens. Dizia eu, então, que me deu gozo começar a contar-lhe a história, a mecânica, a forma e a função de cada um dos órgãos do aparelho reprodutor feminino. A estes factos associou ele próprio&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style=";font-family:arial;font-size:small;"  &gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;, lógica e espontaneamente, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt; a história da conceção, da gravidez e do nascimento, que já conhecia desde muito antes, e tudo então se tornou perfeito na cabeça dele, sequência e cronologias encaixaram e formou-se, inteira, a história da vida, o milagre da génese. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;Mas esta manhã, à pergunta &lt;i&gt;como é que meio país parado por um dia pode ajudar um país inteiro?&lt;/i&gt; respondi com gaguejos e hesitações. O meu dedo indicador não estremeceu de ansiedade para fazer desenhos no ar, manteve-se pousado e sossegado no volante. Sem vergonha nem complexos, respondi-lhe &lt;i&gt;se queres que te diga... não faço ideia, mas se algum dia descobrires diz-me.&lt;/i&gt; Sei que há livros a rodos sobre a sexualidade explicada às crianças, o 25 de abril explicado às crianças, a morte explicada às crianças, o corpo explicado às crianças, o nascimento explicado às crianças, o amor explicado às crianças, e dispenso-os a todos porque há gozos que não delego em nada nem em ninguém. Mas esta manhã desejei que alguém tivesse já escrito um livro sobre as bipolaridades e inconstâncias sociais explicadas às crianças. Comprá-lo-ia sem olhar ao preço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;(não acredito em greves, acredito em revoluções)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-4764243615012724449?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/4764243615012724449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/4764243615012724449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/11/os-ovarios-e-greve.html' title='Os ovários e a greve'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-6759740764031996134</id><published>2011-11-22T10:56:00.011Z</published><updated>2011-11-24T16:02:52.395Z</updated><title type='text'>O teu tempo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Acho alguma graça quando ouço as pessoas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;a louvarem &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;o seu tempo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; e a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;comentarem &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;os dias de hoje&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; como se os dias de hoje fossem um prenúncio do fim do mundo, trágicos, desnorteados. &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Nos dias de hoje&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; a juventude está perdida&lt;/span&gt;. Perdida de quê e perdida para o quê? Sempre a juventude foi marginal, sempre a juventude foi tempo de decidir caminhos que, se para uns eram de perdição, para outros de determinação. Sempre a juventude foi a idade da subversão e da inversão, a idade do desrespeito pela autoridade, da contestação do saber instituído. Sempre juventude foi a idade de reposicionar o conhecimento e de palpar caminhos para lhe chegar: o estudo? a criatividade? a experimentação? a divagação? o ócio? Sempre a juventude foi a idade da dúvida e da incerteza, em que se fundam todas as convicções, muitas delas, todos sabemos, destinadas a cair em saco roto. Faz parte. Sempre a juventude foi um conflito intimo e profundo entre a pessoa que se quer ser, a pessoa que nos pedem que seja e a pessoa que chama por nós. Sempre a juventude foi esse ziguezague, essa inconstância. Por isso a juventude é tempo de luta e liberdade, de fremência e impaciência, traz disparate e asneira como brinde, coisa que também acontece a gente com muito boas maneiras e idade para ter juízo. Por isso a juventude às vezes levanta o queixo com arrogância. Mas arrogância maior é presumirmo-nos perfeitos ao ponto de impormos aos nossos filhos o nosso exemplo, para que sejam iguais a nós, para a que a humanidade se repita, seja um eco de si mesma, uma monotonia estéril, uma ordem aparente e empedernida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style=";font-family:arial;font-size:small;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O teu tempo? Falas do teu tempo? Qual tempo? A pré-história, a idade média, a idade das luzes, a revolução industrial, o estado novo? Qual é o teu tempo? De que barbáries e injustiças se fez o teu tempo? Oh não... no teu tempo é que era, não era? Antigamente... Não havia criminosos nesse tempo, no teu tempo? Não morriam crianças de fome e de abandono? Não havia ricos sanguessugas, nem miseráveis dormindo nas soleiras das portas? Não havia pedófilos, não se faziam orgias com crianças e mulheres sem dono, não se praticavam violações? Ah, aposto que não havia corruptos no teu tempo, suborno devia ser coisa que não se ouvia falar. Ninguém tratava as crianças como nem sequer se tratam os animais? Os políticos eram altruístas e honestos no teu tempo? A justiça era verdadeiramente cega? Todos eram cultos e sábios no teu tempo, não eram? Todos dominavam a geografia e a história universal e ainda a língua portuguesa e mais a literatura e as ciências da natureza? Ah, tempo extraordinário terá sido esse...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Por isso, se me falas da juventude do teu tempo, de como havia respeito e sensatez, de como se valorizava o conhecimento e a família e a pátria e tudo o mais, digo-te: o teu tempo não é nada. O teu tempo é o tempo universal em que nada no íntimo do homem se transforma, apenas as ferramentas de que dispõe e que aperfeiçoa fazem a sociedade ganhar novas dinâmicas. Por isso &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;os dias de hoje&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; não existem. Os dias de hoje são os dias de sempre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Mas se o teu tempo for de facto alguma coisa, então espero que ele não se perpetue, que andemos para a frente, que tenhamos a humildade de nos deixarmos ultrapassar pelos nossos filhos. Muitos deles menosprezarão, como lixo que fosse, tudo o que para nós é certo para descobrirem mais e melhor, para fazerem o mundo avançar. E muitos, é certo, perder-se-ão e viverão atormentados e atormentando os outros. Mas não terá sido assim em todos os tempos, até no teu? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-6759740764031996134?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/6759740764031996134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/6759740764031996134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/11/o-teu-tempo.html' title='O teu tempo'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-8637634572907873875</id><published>2011-11-21T10:17:00.000Z</published><updated>2011-11-21T10:18:06.566Z</updated><title type='text'>Dieta e exercício</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; font-size: small; "&gt;Sou magra. Por natureza. Como de tudo e em abundância e o único exercício que faço é, durante cinco dias úteis, tentar manter os pés na terra e a cabeça no ar ao mesmo tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-8637634572907873875?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8637634572907873875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8637634572907873875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/11/dieta-e-exercicio.html' title='Dieta e exercício'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-5364498082579480421</id><published>2011-11-15T23:25:00.004Z</published><updated>2011-11-15T23:33:18.704Z</updated><title type='text'>Universo feminino</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:officedocumentsettings&gt;   &lt;o:relyonvml/&gt;   &lt;o:allowpng/&gt;  &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:applybreakingrules/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;      &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ouvi esta manhã na rádio que foi publicado mais um desses livros sobre o amor e o universo feminino, que as mulheres gostam de levar para a banheira enquanto comem bombons. Mais uma trama de choraminguices e conflitos matrimoniais que as autoras (que são sempre mulheres) gostam sempre de qualificar como uma janela para o universo feminino. Chafurdam no universo feminino com propriedade e conhecimento de causa, qualificam-no como cheio de inconstâncias, inseguranças, sensibilidades, contradições, alguns caprichos, mas pleno de generosidade e abundante em amor. Não sei que amostra tem estas autoras à disposição para tanto alvitrar sobre mulheres, a natureza das mulheres. Ninguém escreve sobre a Júlia, que durante cinco anos vinha duas vezes por semana a minha casa passar-me a roupa a ferro, depois de andar o dia todo a acartar aglomerados de madeira às costas numa fábrica, como bicho homem que fosse. Quando regressava a casa, aturava um marido instável e suspeito e um filho adolescente cheio de perturbações sem diagnóstico certo. A Júlia era mais nova do que eu, mas tinha envelhecido à força de acartar aglomerados e de enfrentar os insultos de puta para baixo com que a sogra lhe desejava bom dia todas as manhãs. Era mãe desde os dezoito anos e trabalhadora desde muito antes disso. Era tão fina, tão elegante, tão doce. Mas estava gasta. Tinha mossas em todo o lado, lombalgias permanentes, nódoas negras nos braços, um desespero conformado, uma angústia moente, uma ausência de brilho. Mas o pior nem era isso, o pior não era o presente. O pior é que não havia outro amanhã para a Júlia que não fosse igual a hoje. Júlia não tinha esperança, como não tinha ajuda. Essa mulher não faz parte do universo feminino, pois não. Não tem dinheiro para ir fazer psicoterapia nem tempo para se sentar no salão de chá a chorar mágoas e abandonos com as amigas. Por isso ninguém sabe, ninguém vê. Não consta, não existe. Ninguém escreve livros sobre o universo feminino com personagens como a Júlia, porque universo feminino, em linguagem vendável, é essa mariquice de relacionamentos a que gostam de chamar amor, essa catadupa de divórcios, desencontros e coisas mal resolvidas, e as palavras que não disse e mais a carta que não te escrevi e se soubesses como eu gosto de ti e a nossa noite em Paris e eu com o teu  pólo da Gant. Universo feminino, em linguagem vendável, é qualquer coisa entre a ociosidade e a histeria, descrevendo uma órbita em torno da figura masculina. Se esta falha, é um buraco negro. O universo feminino que estas autoras conhecem tem unhas pintadas e arranjadas, ridículos atritos matrimoniais, inseguranças acesas pelo facto de ninguém ter atentado num novo corte de cabelo e um stress medonho por causa das compras de natal. Mas, graças a deus, há um bom livro sobre amores frustrados sempre à mão, na mesinha de cabeceira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Na rádio, a autora do livro terminou a entrevista afirmando, cheia de propriedade e entendimento, como mulher madura e vivida que fosse: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;o amor não é uma coisa absoluta&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;. Está enganada. O amor é uma coisa absoluta, obviamente que é. Os relacionamentos é que não. Mas, no universo feminino, parece que não se distingue muito bem as duas coisas. Digo eu, que não percebo nada de mulheres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-5364498082579480421?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/5364498082579480421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/5364498082579480421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/11/universo-feminino.html' title='Universo feminino'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-5284667118546887650</id><published>2011-11-12T22:54:00.003Z</published><updated>2011-11-12T23:19:10.098Z</updated><title type='text'>A voz humana</title><content type='html'>&lt;iframe class="youtube-player" type="text/html" src="http://www.youtube.com/embed/78KPiLDxfFo?autoplay=&amp;amp;wmode=Opaque" width="440" frameborder="0" height="395"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;Diz que vai estrear no TNSJ, recebi ontem a newsletter. Nem sei se vá ver, que tenho medo da deceção, ou se me deixe ficar, sossegadinha e confortável, encostada à memória do filme de Rossellini que me deixou em apneia quando eu tinha vinte e um anos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-5284667118546887650?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/5284667118546887650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/5284667118546887650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/11/la-voix-humaine.html' title='A voz humana'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/78KPiLDxfFo/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-1854651683130355961</id><published>2011-11-09T14:06:00.001Z</published><updated>2011-11-09T14:06:53.580Z</updated><title type='text'>Rotina</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span id="dnn_ctr1121_ViewEVDConverteAcordo_lbl_TextoAcordo"  style="display: inline-block; width: 100%; font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando  a minha vida muda, a escrita é a primeira a ressentir-se. Toldam-se-me  os sentidos para as pequeníssimas coisas, como a miscelânea de cheiros  pela manhã, os contornos da paisagem, os sussurros da mesa ao lado, os  gestos atrevidos, as trivialidades e futilidades que andam a passo  rápido pelos corredores da cidade. E o pensamento fica-me  temporariamente refém do pragmatismo, das alterações do quotidiano, da  habituação ao que há de novo. Esqueço-me de descer ao fundo das coisas  que me moem a alma e que julgo moerem a alma do mundo. Para escrever,  faz-me falta a rotina, uma certa linearidade, um compasso, um cenário  familiar. Só conhecendo demasiado bem o que é meu, estando ancorada e  confortável, consigo dar-me ao luxo de me elevar e divagar.   É mais ou menos como o amor, que ganha plenitude e certeza com a rotina,  ainda que muita gente cuide que ela é a responsável pela sua morte.  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-1854651683130355961?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/1854651683130355961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/1854651683130355961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/11/rotina.html' title='Rotina'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-7475581870882799736</id><published>2011-11-07T23:42:00.001Z</published><updated>2011-11-07T23:42:54.023Z</updated><title type='text'>Pesos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Nem sei o que pesa mais: se uma pedra nas costas se uma pena no peito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-7475581870882799736?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7475581870882799736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7475581870882799736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/11/pesos.html' title='Pesos'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-4960537597175791172</id><published>2011-11-03T23:02:00.010Z</published><updated>2011-11-03T23:25:22.686Z</updated><title type='text'>Síndrome de Dravet</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;A  pedido de uma leitora de sempre, mãe de uma criança com Síndrome de  Dravet, aqui publico o apelo que me foi enviado à colaboração e apoio do  projecto OPKO.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Caro amigo,   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: trebuchet ms;"&gt;os nossos&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;b style="font-family: trebuchet ms;"&gt; filhos &lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;sofrem   de uma forma  grave de epilepsia, designada Síndrome de Dravet. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A Síndrome de Dravet  é uma doença rara, de causa   genética, que se manifesta como uma  epilepsia grave e incapacitante - em que   as crises epilépticas, de  diversos tipos, não são controláveis com os   fármacos disponíveis – e  que é acompanhada por um importante atraso no   desenvolvimento  psico-motor. Cerca de 75% dos pacientes com síndrome de   Dravet têm uma  mutação genética no gene SCN1A, produzindo este determinada   proteína  em quantidade insuficiente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Neste momento, O PROJECTO OPKO, na área   da  terapia genética, vem trazer uma grande esperança a estas crianças.    &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O   QUE PODEMOS ALCANÇAR&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;:  O projecto OPKO   está a ser desenvolvido pela OPKO Health Inc nos  Estados Unidos da América e   pretende alcançar uma forma de tratamento  inovadora em que se procura,   actuando sobre o gene afectado, estimular  a produção da proteína deficitária.   ( para mais informação ver  documento anexo). Este   projecto de investigação, na área da terapia  genética, é apoiado pela Dravet   Syndrome Foundation (DSF), que nasceu  nos EUA e cujo núcleo europeu, ao qual   pertencemos, está sediado em  Espanha. (http://www.dravetfoundation.eu/)    (http://youtu.be/OoLzehX-aRA)   Temos esperança que este caminho nos  aproxime de uma cura para esta   doença e para outras do mesmo tipo.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: trebuchet ms;"&gt;DO   QUE PRECISAMOS&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;:  Para a prossecução do   projecto, serão necessários em 2012 cerca de  USD   250 000 e, caso a investigação continue, como até aqui, a  apresentar   resultados favoráveis, um adicional de USD   1,5 milhões  nos 3 anos subsequentes.    A   investigação e desenvolvimento de novos  fármacos dirigidos especificamente ao   tratamento da síndrome de Dravet  têm pouco interesse para a indústria   farmacêutica, já que  dificilmente serão rentáveis devido ao baixo número de   doentes  afectados (incidência estimada entre 1:20000 e 1:40000).  Assim,   pais e  familiares de crianças com síndrome de Dravet têm vido a organizar-se    por todo o mundo, levando a cabo diversas iniciativas para dar a  conhecer   esta patologia e mobilizar os fundos necessários. Neste  contexto,   organizaram-se caminhadas em vários países do mundo –  Austrália, EUA,   Inglaterra e Canadá. No dia 5 de Novembro,  simultaneamente, em Espanha   e Portugal. Os pais portugueses, de  crianças com síndrome Dravet, associados   à DSF, abraçaram esta  iniciativa e contam com o seu apoio a esta causa:    Conseguir a cura  para os nossos filhos.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Dia 5 de Novembro, às   10h30, venha até ao  Parque das Nações caminhar connosco ou, se não lhe for   conveniente,  apoie-nos com um donativo para a conta ao lado indicada.&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;   Os fundos  recolhidos serão entregues à Fundação   Síndrome de Dravet que os fará  chegar ao projecto OPKO.   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Obrigado pelo apoio e colaboração   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os Pais: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;   Célia Madaleno e José Anadia (celiarmadaleno@gmail.com) - Pais da  Joana   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Fátima Duarte e Luis Ricardo (fatduartm@yahoo.com.br) - Pais  da  Rita   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Isabel Jorge Santos e João Caxaria Santos  (isabel.jorge.santos@gmail.com)- Pais do João&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Joaquim Magalhães e  Maria Rosina (joaquimmagalhaes@contacto-sdc.pt) - Pais da Diana   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Maria  José Garcia e Pedro Garcia (pfgarcia@sapo.pt) - Pais do Duarte   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Maria  Margarida e Miguel Morgado (maria.margarida.morgado@gmail.com) - Pais da   Maria Inês    Patrícia Fonseca e José Fonseca  (patriciafonseca@netcabo.pt) - Pais da Beatriz   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sara Prates e  António  Garrão (sara.prates@netcabo.pt) - Pais do Tomás   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sofia Merendas e Rui  Merendas (rui.merendas@gmail.com) - Pais da Inês   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sofia Monteiro  (monteiro.henriques@gmail.com) - Pais do João   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Susana Videira   (susana.videira.82@hotmail.com) - Pais do Ruben         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: trebuchet ms;"&gt;DRAVET   SYNDROME FOUNDATION EUROPE - Portugal&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b  style="color: rgb(0, 0, 153);font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Venha Caminhar Connosco!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-family:trebuchet ms;" &gt;      &lt;/span&gt;&lt;b style="color: rgb(51, 51, 255); font-family: trebuchet ms;"&gt;Ajude-nos a ajudar os nossos filhos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;b style="font-family: trebuchet ms;"&gt;5 de Novembro de 2011, 10h30, Parque das   Nações&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Do   Cais Português* até à Torre Vasco da Gama&lt;/b&gt;   &lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Caminhada Internacional Solidária para apoiar o   Projecto OPKO:  Terapia Genética, uma esperança para obter a cura&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Colabore com um   donativo e divulgue a iniciativa aos seus contactos.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Para   doar, use a conta abaixo indicada, ou se preferir, faça-o no local.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Beneficiário:   Dravet Syndrome Foundation   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Morada:   Santa Fe, 1  28224 Pozuelo de Alarcon (Madrid)   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Banco:   La Caixa, Caixabank &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;  IBAN:    ES3521002139610200205193      &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;SWIFT: CAIXESBBXXX   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Identificar    transferência: OPKO PORTUGAL   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A   Síndrome de Dravet é uma doença  rara, de causa genética, que se manifesta   como uma epilepsia grave e  incapacitante, acompanhada por um atraso   importante no desenvolvimento  psico-motor.&lt;/b&gt;         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"  &gt;*O   Cais Português localiza-se debaixo da  varanda do próprio Pavilhão de Portugal           &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Caso deseje um recibo  do donativo deverá enviar os   seus dados e o comprovativo da  transferência bancária para Jesús Valencia  [jesus.valencia@dravetfoundation.eu]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-4960537597175791172?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/4960537597175791172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/4960537597175791172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/11/sindrome-de-dravet.html' title='Síndrome de Dravet'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-317119300299285243</id><published>2011-10-30T22:17:00.003Z</published><updated>2011-11-15T23:35:31.767Z</updated><title type='text'>Dicionário</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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 mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;É espantoso que quando eu digo que a infância merece &lt;span style="font-style: italic;"&gt;respeito &lt;/span&gt;e que as crianças devem ser educadas em e para a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;liberdade&lt;/span&gt;, haja pessoas que interpretem como “acato tudo o que os meus filhos dizem e cedo a todos os seus caprichos e vontades”. É uma pena que a língua portuguesa seja tão ampla, tão rica e tão diversa e que o entendimento de quem a fala seja tão curto e espartilhado. Liberdade e respeito são, certamente, duas das palavras mais adulteradas, reduzindo-se o seu significado à pobreza e à superficialidade do dia-a-dia, limitado e cheio de imitações baratas. Dicionários medíocres, os que por vezes nos orientam. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-317119300299285243?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/317119300299285243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/317119300299285243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/10/dicionario.html' title='Dicionário'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-8602288279579996901</id><published>2011-10-29T23:42:00.006+01:00</published><updated>2011-10-30T00:01:57.270+01:00</updated><title type='text'>Rotos e nus</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:officedocumentsettings&gt;   &lt;o:relyonvml/&gt;   &lt;o:allowpng/&gt;  &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:applybreakingrules/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Existirá grande diferença entre a inteligência de quem segue um &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;reality show&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; e a de quem nele participa? Quando me apercebi da onda de indignação que assolou o país por causa de um concorrente de uma &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;coisa &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;qualquer que parece que não sabia o que era um alpendre, só me ocorreu que os rotos são sempre muito eloquentes quando discursam sobre os nus. Ocorreu-me o mesmo quando há dias vi um tipo impressionado, ferido até, por haver quem não soubesse quem era o Steve Jobs, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;que falta de cultura!,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; o mesmo tipo que eu vira uns dias antes consultar uma calculadora para descobrir quanto é dez por cento de mil e quinhentos. Ou o outro, que há mais de cinco anos trabalha com recibo de valor muito inferior ao real, mas é vê-lo no café protestando, aceso e revoltado, contra o estado a que o país chegou porque &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;estes portugueses são uma tristeza, uns ladrões, é o que é&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;. Ah, também aquela que tem quarenta pares de sapatos e outro tanto em carteiras e redige verdadeiros tratados contra a futilidade e a cultura das aparências. Em suma, entre rotos e nus, daríamos todos uns excelentes políticos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-8602288279579996901?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8602288279579996901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8602288279579996901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/10/rotos-e-nus.html' title='Rotos e nus'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-3699768501000945077</id><published>2011-10-28T13:20:00.002+01:00</published><updated>2011-10-28T13:25:41.176+01:00</updated><title type='text'>É a vida</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;o:officedocumentsettings&gt;   &lt;o:relyonvml/&gt;   &lt;o:allowpng/&gt;  &lt;/o:OfficeDocumentSettings&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:applybreakingrules/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin:0cm;  mso-para-margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:10.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;Não fosse a pouca fé que tenho de raiz na verticalidade da espécie humana, e estaria eu agora também surpreendida com esta história do Duarte Lima, que de político passou a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;estoico&lt;/span&gt; vencedor do cancro e de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;estoico&lt;/span&gt; vencedor do cancro passou a único suspeito de homicídio que apanha senhoras na esquina e lhes dá cabo do coiro para multiplicar a conta bancária. É a vida. A vida que gravita em torno de impulsos, reflexos, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;cegueiras&lt;/span&gt; e ganâncias e em cuja órbita são apanhados tão facilmente os necessitados como os abastados. Quer lavemos escadas num prédio dos subúrbios, quer nos sentemos nas bancadas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;soporíferas&lt;/span&gt; do parlamento, o que somos na essência será sempre anterior e superior àquilo em que nos tornamos nas etapas da vida. Não há surpresas. O &lt;span style="font-style: italic;"&gt;hoje &lt;/span&gt;nasceu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ontem&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-3699768501000945077?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/3699768501000945077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/3699768501000945077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/10/e-vida.html' title='É a vida'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-1634624174271017940</id><published>2011-10-27T16:23:00.000+01:00</published><updated>2011-10-27T16:24:04.890+01:00</updated><title type='text'>Princípios III</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Dez? Doze? Um livro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;ligeirinho&lt;/span&gt;, de trama urdida sobre a lógica consensual da narrativa, muito bem escrito mas nada que me ponha fermento nas ideias e no vocabulário, com dimensão histórica e social mas com enredo fácil. Ao fim das primeiras vinte páginas, consigo antever (oh, presunção a minha!!!) que encontros, segredos, tragédias e desfechos dali poderão surgir. Tinha saudades de um livro assim, digno de me fazer companhia na cama sem me provocar pesadelos nem inquietações com puzzles e charadas verbais e filosóficas. Tinha saudades da linearidade do sujeito-predicado-complemento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;direto&lt;/span&gt;, com fulano e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;sicrano&lt;/span&gt; ligados pelo sentimento tal, a quem aconteceu isto mas que julgavam aquilo, que se vestem assim e falam assado, vêm dali e vivem acolá. Os personagens enamorados estão simplesmente enamorados, como os mortos estão simplesmente mortos e outros nascem simplesmente nascendo. O sucesso de uns afirma-se. O fracasso de outros pressente-se e confirma-se. Factos. Sequências. Menos pântano, mais terra firme. Que às vezes é preciso parar de dar às pernas e descansar. Principalmente antes de dormir. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal; font-family: trebuchet ms; text-align: justify; font-style: italic;"&gt;(Devo estar a ficar velha. Cada vez mais, contento-me com pouco do que vem de fora. Esse pouco, fertilizo-o com o que me vai nascendo, em abundância, cá dentro. É surpreendente o que daí pode crescer.)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-6937020982620402423?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/6937020982620402423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/6937020982620402423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/10/livros.html' title='Livros'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-7349799727892484327</id><published>2011-10-25T11:37:00.003+01:00</published><updated>2011-10-25T13:08:07.628+01:00</updated><title type='text'>Pedagogia</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:trebuchet ms;"&gt;Os senhores da tv cabo continuam a aparecer mais ou menos de quinze em quinze dias. Custa-me entender que seja impossível, de uma vez por todas, marcarem a vermelho o meu nome e a minha morada, legendando-me como um caso perdido. Pouparíamos todos tempo, certamente eles cumpririam mais objetivos de venda se tocassem outras campainhas e eu jantaria em paz com a família. O último que cá apareceu, maduro, pausado e paciente, fez o que todos os outros fazem: tentou entrar-me em casa através das crianças, agitando &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pandas &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;disneys &lt;/span&gt;como cenouras diante dos olhos deles. Face à inesperada indiferença dos pequenos, virou-se para mim: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;talvez a senhora não saiba que há canais muito pedagógicos para eles.&lt;/span&gt; Sorri-lhe, que também tenho dias de tolerância, e disse-lhe, cuidando assim desarmá-lo e afastá-lo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cá em casa a pedagogia é básica, quase primitiva, e fica a meu cargo, nunca ao da televisão&lt;/span&gt;. Foi a vez de sorrir ele, ficando contudo em silêncio. Ajeitou o maço de folhetos entre as mãos, repôs o peso da sacola no ombro, disse-me boa noite e virou costas. Mas antes que eu tivesse tempo de fechar a porta, ele voltou subitamente atrás, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;olhe... &lt;/span&gt;mirou-me os filhos de alto a baixo, dos pés descalços às mãos abertas, e creio que viajou no tempo por instantes embarcando nos olhos deles porque a seguir, como quem partilha um segredo empoeirado, disse baixinho: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eu entendi o que a senhora quis dizer porque cresci assim e a minha infância foi tão feliz&lt;/span&gt;. E foi-se. Vender a outros aquilo em que, na verdade, não põe fé nem vê benefício.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-7349799727892484327?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7349799727892484327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7349799727892484327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/10/pedagogia.html' title='Pedagogia'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-8090391127175069157</id><published>2011-10-20T11:42:00.001+01:00</published><updated>2011-10-20T11:42:52.003+01:00</updated><title type='text'>Galileu</title><content type='html'>&lt;iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/PJTu5KM3UG4?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-8090391127175069157?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8090391127175069157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8090391127175069157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/10/galileu.html' title='Galileu'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/PJTu5KM3UG4/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-7286639197230812816</id><published>2011-10-19T12:49:00.004+01:00</published><updated>2011-10-27T16:17:21.528+01:00</updated><title type='text'>Pediatra</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Gosto muito da pediatra dos meus filhos. Confesso que sinto algum conforto quando lá vou porque ela, tendo idade para ser minha mãe, fala comigo como se eu fosse uma das suas crianças, enchendo-me de mimos e carinhos. Trata-me pelo nome, com direito a diminutivo, e examina os meus estados emocionais, em conversa aparentemente ligeira, com a mesma atenção com que examina manchas, nódulos e pieiras nas crianças. Bom senso. Quem trata de crianças tem de incluir as mães no quadro, como qualquer outro sintoma ou sinal. Auscultar o estado de uma mãe é tão revelador como auscultar o bater do coração do seu filho. Ela tem a inteligência de o fazer com ligeireza e humanidade, como quem tem uma conversa de café. Sem julgamentos nem castrações, porque sabe que nestas coisas não há omnisciências.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas nem é por isso que gosto tanto da pediatra dos meus filhos. É pelas mãos. São sábias, experientes e intuitivas. Depois de os ajudar a despirem-se, inicia, ora com os dedos ora com as palmas, uma rota demorada e paciente pelo corpo deles. Enquanto o faz, mantém os olhos fechados e vai murmurando, como quem reza em recato e privacidade, a relevância, as estranhezas ou, pelo contrário, a benignidade dos sinais que encontra pelo caminho. Palpando-os dos pés à cabeça, sem deixar escapar nenhum pedaço, ela conclui ainda, sozinha, sobre a alimentação que lhes tenho dado, a atividade física que têm, os problemas que podem estar iminentes, as atenções e cuidados que talvez fosse bom reforçar. Às vezes recorre aos livros, coisa vergonhosa e humilhante para muitos médicos. Vai à estante, tira um livro, procura, encontra, recapitula e explica-me. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas percebes, minha querida? Estás a compreender exatamente o que te quero dizer?&lt;/span&gt; remata sempre assim, sabe que o coração de uma mãe com dúvidas sobre a saúde dos filhos é terreno pantanoso que facilmente pode engolir a razoabilidade das ações e a serenidade dos pensamentos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Instrumentos, bastam-lhe o estetoscópio e o otoscópio. Exames, pediu-mos apenas por duas vezes, por suspeita de problema muito grave. Antibióticos, há seis anos que não os vejo. Até no tempo das cólicas, em vez dos fármacos e dos açúcares rosa que aliviavam os ouvidos de muitas mães, ela me deu os bons conselhos e sugestões para realmente atenuar o sofrimento do bebé. Não se trata de fundamentalismo, crença no regresso às origens ou cruzada obstinada contra o progresso e o avanço científico. Não. A pediatra dos meus filhos é uma médica convencional, com a mesma escola de todos os outros. Mas tem sabedoria que baste para perceber quando a ciência e a tecnologia podem ajudar e quando, definitivamente, a intuição, a experiência, o bom senso e a espera vão longe e fundo o suficiente para vencer os percalços e retomar o equilíbrio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quanto pouparia o Ministério da Saúde se todos os médicos fossem assim? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-7286639197230812816?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7286639197230812816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7286639197230812816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/10/pediatra.html' title='Pediatra'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-8639137462056268371</id><published>2011-10-18T15:04:00.003+01:00</published><updated>2011-10-18T15:08:23.702+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O senhor da loja de têxteis e interiores da praça assomou à porta para cuspir. Mas não cuspiu de qualquer maneira, que o dono de uma loja de têxteis e interiores do centro da cidade tem que ter tento e classe na forma como cospe para o chão. Cuspiu de peito feito, com um estilo aristocrático, elevado, orgulhoso. Depois ajeitou as calças bege de vinco, aconchegando o cinto abaixo da curva farta da barriga, olhou para um lado e para o outro com o queixo levantado acima das suas possibilidades, encheu-se todo de propriedade e preencheu a entrada da loja com o próprio corpo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Um senhor que passava cambaleante, malcheiroso e de olhos ausentes, sem ver onde pisava, levou-lhe o cuspo na sola do sapato. E a entrada da loja de têxteis e interiores com o senhor seu dono como estátua de fachada, voltou a brilhar, impecável, debaixo da luz oblíqua do outono.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-8639137462056268371?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8639137462056268371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8639137462056268371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/10/o-senhor-da-loja-de-texteis-e.html' title=''/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-4125249971997052089</id><published>2011-10-17T14:45:00.001+01:00</published><updated>2011-10-17T14:46:36.900+01:00</updated><title type='text'>Falas de civilização</title><content type='html'>&lt;pre style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Falas de civilização, e de não dever ser,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ou de não dever ser assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com as coisas humanas postas desta maneira,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dizes que se fossem como tu queres, seriam melhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Escuto sem te ouvir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para que te quereria eu ouvir?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ouvindo-te nada ficaria sabendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se as coisas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ai de ti e de todos que levam a vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A querer inventar a máquina de fazer felicidade!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* Alberto Caeiro&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-4125249971997052089?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/4125249971997052089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/4125249971997052089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/10/falas-de-civilizacao.html' title='Falas de civilização'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-8453275267010126858</id><published>2011-10-14T23:45:00.000+01:00</published><updated>2011-10-14T23:46:00.213+01:00</updated><title type='text'>Narrativa (2)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O conflito é o que faz avançar a narrativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-8453275267010126858?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8453275267010126858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8453275267010126858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/10/narrativa-2.html' title='Narrativa (2)'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-1778034283001196758</id><published>2011-10-14T23:43:00.002+01:00</published><updated>2011-10-15T00:18:53.339+01:00</updated><title type='text'>Narrativa (1)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Apesar de tudo, acredito na fatalidade. Não como desígnio superior. Não como caminho escrito antecipadamente pelas mãos de um deus. Mas como desenlace inevitável para o qual todos os sinais são dados, de forma velada e corriqueira, em cada passo que se dá.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-1778034283001196758?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/1778034283001196758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/1778034283001196758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/10/narrativa-1.html' title='Narrativa (1)'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-525614143565853027</id><published>2011-10-13T11:49:00.003+01:00</published><updated>2011-10-14T00:07:02.867+01:00</updated><title type='text'>Fatalidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O Camilo Lourenço é um homem assustador. Ouço-o na rádio, todas as manhãs, apanha-me sempre na descida acelerada de Camões, com a cidade fervilhante e o sol a estourar nas fachadas dos escritórios. Tem uma voz bonita, que supera largamente a sua fisionomia. Consegue rir-se enquanto fala de taxas de juro, reembolsos de IRS e certificados do tesouro, coisa insólita mas cativante. Contudo, tem aquela expressão, que profere repetidamente com um prazer que me parece sádico: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;portugueses, isto vai doer, agora é que isto vai começar a doer&lt;/span&gt;. Lembra-me o parto do meu primeiro filho. Perante a minha insistência em prosseguir o trabalho sem qualquer analgesia ou anestesia, a obstetra, aos pés da cama, anunciava com o ar grave e profissional que se lhe impunha no momento: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;isto vai doer, olhe que isto vai começar a doer.&lt;/span&gt; Acreditei nela, deixei que me espetassem a agulha e com isso me levassem mais umas centenas de euros, mas com dor ou sem dor, o filho nasceria. Nasceu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu ouço sempre o Camilo Lourenço porque ele explica tudo como se eu fosse muito burra, que é o que eu sou quando o tema são as finanças, os investimentos, os impostos, os retornos. Tenho uma relação distante com o dinheiro. Não que não me faça falta, pelo contrário. Mas vejo-o como um amante que eu tivesse para preencher necessidades físicas: preciso dele para viver, mas não quero envolvimento, não quero compromisso nem estou disposta a discutir com ele nem por ele. Que me satisfaça, é só o que lhe peço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas depois de explicar tudo como se eu fosse muito burra, depois de me atrair com a sua voz bonita, depois de ter o bom senso de descer ao nível de quem não frequenta aulas de finanças para não financeiros, depois de rir e ironizar com inteligência, ele estraga tudo, rematando com a mesma sentença: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;portugueses, isto vai doer, agora é que isto vai começar a doer&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; E eu, que às vezes gosto bem de fugir à verdade, como qualquer ser humano disposto a sobreviver com alguma dignidade espiritual (que a lucidez só traz sofrimento), entristeço-me. O Camilo Lourenço dá-me cabo das manhãs, recorda-me onde vivo, como vivo e que a perversidade do exercício da política não tem balizas nem pudores. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Eu até gosto da fatalidade, mas só na tragédia clássica. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-525614143565853027?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/525614143565853027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/525614143565853027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/10/fatalidade.html' title='Fatalidade'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-2264054458014873988</id><published>2011-10-11T12:17:00.000+01:00</published><updated>2011-10-11T12:18:55.466+01:00</updated><title type='text'>Maus hábitos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Da força do hábito nunca pode vir ao mundo coisa de grande utilidade. Alimentação saudável? Devia fazer-se por gosto. Boas maneiras? Por respeito. Poupança? Por bom senso. Leitura? Por amor. Estudo? Por curiosidade. Higiene? Por autoestima. Sexo? Por desejo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O hábito não serve para nada, é estéril para além da sua função de manutenção de rotinas seguras. Mas sim, é uma boa tábua de salvação quando o entendimento de tudo o resto falhou. Torna-nos pessoas minimamente competentes e aprováveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-2264054458014873988?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2264054458014873988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2264054458014873988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/10/maus-habitos.html' title='Maus hábitos'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-429069872844712268</id><published>2011-10-10T11:40:00.002+01:00</published><updated>2011-10-10T11:46:39.657+01:00</updated><title type='text'>Ofensas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não sei se é coisa de ser português, se é património de todos os latinos, ou se, sendo transversal na cultura e na geografia, é apenas revelador da má educação que está onde menos se espera:  a falta de pontualidade. O que me aborrece nas pessoas incapazes de cumprir a hora marcada já nem é a espera a que me obrigam, porque sempre arranjo com que me entreter (bastam-me os sentidos alerta e o mundo a girar). É aquela desculpa, invariável e por isso previsível: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desculpa o atraso mas tenho andado muito ocupada e tive imensas coisas para tratar&lt;/span&gt;. O mesmo é dizer: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;se tu chegaste a horas é porque não tens que fazer&lt;/span&gt;. Ofende-me profundamente a falta de pontualidade. Ofende-me pela desvalorização da minha vida, da minha agenda, do meu tempo e das minhas prioridades. Não a falta de pontualidade esporádica, a que pode resultar de um contratempo ou de um imprevisto, mas a que, por vício, comodismo e arrogância, se repete nas mesmas pessoas em todos os encontros. Esta diz-me muito dos outros, aliás, diz-me quase tudo. Mas isto sou só eu, pedante e invejosa, a menosprezar as coisas extraordinárias e exigentes que acontecem, em catadupa, nas suas vidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-429069872844712268?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/429069872844712268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/429069872844712268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/10/ofensas.html' title='Ofensas'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-2665089558633464243</id><published>2011-10-09T00:41:00.002+01:00</published><updated>2011-10-09T00:44:29.440+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/zA1LGtQaqPA?rel=0" allowfullscreen="" width="420" frameborder="0" height="315"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-2665089558633464243?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2665089558633464243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2665089558633464243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/10/blog-post_09.html' title=''/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/zA1LGtQaqPA/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-4880024572421175669</id><published>2011-10-07T12:27:00.005+01:00</published><updated>2011-10-07T14:10:03.110+01:00</updated><title type='text'>A família do andar de baixo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há sete anos que aqui vivo e ainda não sei quem mora por baixo de mim. No princípio pareceu-me uma família comum, portuguesa na sua constituição e na fisionomia dos seus membros: um pai de meia-idade com bigode e de olhar inclinado sobre o chão, uma mãe balofa, abundante e sorridente, com ar de quem depressa esquece mágoas e ressentimentos, uma adolescente com o genótipo da mãe e um recém-nascido que ao princípio de cada noite, como todo o recém-nascido, acusava as dores de vir ao mundo. Não foi muito tempo depois que descobrimos que a jovem morena de óculos que, em passo apressado e modos tímidos, se cruzava connosco na garagem ao fim da tarde, também fazia parte do agregado. Achei que a mãe balofa e abundante era demasiado nova para a ter gerado, mas nunca se sabe se a maternidade a terá surpreendido precocemente. Já eram cinco, portanto, naquela casa. À noite, contudo, quando ouvia a voz da mãe balofa e abundante erguer-se em ralhetes e avisos, apenas dois nomes lhe saiam da boca: o do recém-nascido e o da adolescente. Mas a verdade é que a jovem morena de óculos entrava e saia daquela casa ao mesmo ritmo e com a mesma frequência dos outros. Podia ser irmã do pai de bigode ou da mãe balofa e abundante. Ou filha de um deles de um anterior casamento. Dois ou três anos depois, a mãe balofa e abundante começou a andar acompanhada de uma mulher adulta, mas mais nova do que ela, que, afinal, era quem conduzia o carro gasto e castanho que ocupava o lugar de garagem do apartamento. Era igualmente balofa a abundante e, sendo mais nova, parecia-me contudo mais mulher, mais madura, mais segura. Também esta começou a sair e a entrar rotineiramente no apartamento. Um dia cruzei-me na garagem com rapaz bonito e de olhos doces que me cumprimentou com cortesia e discrição. Vinte e muitos anos, quase trinta, imagino. Entrou no carro do pai de meia-idade com bigode e arrancou. No dia seguinte e daí em diante continuei a cruzar-me com o rapaz bonito e de olhos doces. Irmão da mãe balofa e abundante? Do pai de meia-idade? Filho de ambos regressado a casa depois de um casamento falhado? Genro? Sei que já eram muitos, entrando e saindo dos carros e do elevador, cumprimentando-me como qualquer bom vizinho. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O recém-nascido que há sete anos acusava as dores de vir ao mundo, cresceu. É morenito, ares de indiano como o pai de meia-idade, a jovem de óculos e o rapaz bonito de olhos doces. De vez em quando vai para o pátio comum apanhar sardaniscas com os meus filhos. Há dias, desci para ir buscar o correio e abri a porta às três crianças, que queriam já regressar a casa. De repente, o morenito: "espere! deixe a porta aberta que vem aí o meu pai!"  Esperava eu ver surgir no limar da porta o pai de meia-idade com bigode, mas em vez dele surgiu um homem alto e magro que eu jamais havia visto e que recebeu no colo, de braços abertos, o corpo inquieto do morenito. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Já não sei quantos são e já não sei quem é pai, mãe, filho, tio, cunhado, enteado, nora ou genro ou quantos mais graus de parentesco possa haver entre humanos. E à noite, quando sob o meu quarto, a horas certas, o ranger de uma cama pesada ganha força e velocidade de animal, não faço a mais pequena ideia de quem seja o gemido rouco e extasiado que lhe põe fim e quem, imediatamente a seguir, põe a água a correr no chuveiro e no corpo. Mas se isto fosse uma novela, aguardaria ansiosamente pelo último episódio, em que sempre se revelam de forma surpreendente testes de DNA falsificados, amores escondidos, famílias desfeitas, refeitas e contrafeitas e irmãos separados à nascença.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-4880024572421175669?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/4880024572421175669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/4880024572421175669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/10/familia-do-andar-de-baixo.html' title='A família do andar de baixo'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-8871614228527383838</id><published>2011-10-06T12:33:00.002+01:00</published><updated>2011-10-06T12:37:52.249+01:00</updated><title type='text'>*</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O amor não é difícil (crença minha, claro, coisa de pessoa ingénua). Parece até coisa ligeira, simples e fácil de levar quando as batalhas se travam por causa de meias sujas abandonadas no chão, pó por aspirar e fraldas para mudar. Difícil é, quando a vida dá vergastadas a valer, sem ver onde e sem ver a quem, amar o suficiente para ficar e lamber as feridas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-8871614228527383838?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8871614228527383838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8871614228527383838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/10/blog-post.html' title='*'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-2971087097256415322</id><published>2011-10-06T12:03:00.006+01:00</published><updated>2011-10-06T12:19:24.158+01:00</updated><title type='text'>Meio-dia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Creio que a maioria das pessoas que gosta de escrever o faz predominantemente à noite. Dizem os românticos que a noite é que traz ao de cima, como leite fervente, fantasmas e angústias. Dizem que a insónia encontra remédio na partilha, que os pesadelos amaciam com o discorrer do verbo. Dizem que a vida e a morte se encontram para um duelo íntimo, doloroso e fértil. E que tudo isso é inspiração, sinceridade, verdade. Eu escrevo mais pelo meio-dia. Quando o sol vai alto e as sombras me apontam o norte, quando a luz é evidente e os contornos são precisos, rigorosos, nítidos. Quando a torre se impõe sobre a cidade com a melodia despropositada do moderno e poderoso carrilhão. Quando os olhos das pessoas acusam os cansaços, as mentiras, as nódoas, os sacrifícios, quando os conflitos eclodem e as hipocrisias se apertam mãos, quando o dinheiro circula, quando se vai à farmácia, ao mercado, à escola, ao tribunal, à procura, ao encontro, ao engano. Quando há notícias e opiniões. Quando o recato é impossível e o silêncio impensável e o relógio implacável. Quando o que dói é a realidade, o absurdo da rotina, o cumprimento da existência exterior e estéril. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O dia é mortal, tão mais mortal que a noite. É o dia que dá de comer, de bandeja, à insanidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-2971087097256415322?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2971087097256415322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2971087097256415322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/10/meio-dia.html' title='Meio-dia'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-5067665819869622593</id><published>2011-10-04T14:29:00.000+01:00</published><updated>2011-10-04T14:30:25.270+01:00</updated><title type='text'>A minha terra (2)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/08aGATIxX_0?rel=0" allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-5067665819869622593?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/5067665819869622593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/5067665819869622593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/10/minha-terra-2.html' title='A minha terra (2)'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/08aGATIxX_0/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-6625518373087111618</id><published>2011-10-04T12:34:00.004+01:00</published><updated>2011-10-04T13:13:41.756+01:00</updated><title type='text'>A minha terra</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Este mês, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Time&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Out&lt;/span&gt; tem a minha terra natal na capa. Vi-a há pouco no quiosque, encavalitada com outras revistas sobre a boa vida e os dramas de gente importante. Fiquei a olhar para aquela capa, aquela terra linda, com as linhas harmoniosas, a esbanjar charme, &lt;span style="font-style: italic;" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;glamour&lt;/span&gt;  e elegância. Uma gigante operação cosmética construída por oportunistas e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;marketeiros&lt;/span&gt; assim que a classificação de Património Mundial abriu as portas para a fama e o deslumbramento. O senhor secretário de estado tinha-me prometido que na minha terra não haveria turismo de massas, que o turismo da minha terra seria cultural, restrito, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;selecionado&lt;/span&gt;. Enganaram-se na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;seleção&lt;/span&gt;, como se enganaram no conceito de cultura. Apontaram para os novos ricos, deslumbrados e apressados, não para os cultos (em Portugal sempre se confundiram as duas). Encheram a minha terra de maquilhagem e bijutarias e abriram-lhe as pernas para que se estendesse por baixo destes turistas que percorrem 50 metros de vinha a pé com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;galochas&lt;/span&gt; de duzentos euros compradas para o efeito e a quem é vendida a ideia de que isto é um paraíso exclusivo para quem pode, um destino de elite, um retiro luxuoso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A minha terra vendeu-se como prostituta de luxo às famílias de gente que nunca pisou uma uva nem sabe o que é a fome, nem lutou contra um rio desvairado nem viveu escravizado pela natureza caprichosa e imprevista, que não distingue o xisto do granito e para quem as palavras roga, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;pâmpano&lt;/span&gt;, arrais, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;cardenha&lt;/span&gt; e sirga são coisas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;giríssimas&lt;/span&gt; para anotar no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;moleskine&lt;/span&gt; e repetir aos amigos no regresso. Uma prostituta de luxo que à custa de enfeites, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;brilhos&lt;/span&gt; e acessórios, dissimula um passado não muito distante de porrada, abandono, solidão, sangue, rudeza, fome e muita, muita, muita tenacidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas a minha terra está aí, na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Time&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Out&lt;/span&gt;, partilhando páginas com as galerias da Miguel Bombarda e os bares do túnel de Ceuta. Mediática, plástica, com cozinha de autor  e barcos de recreio. E com esta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;fotogenia&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;déjà&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;vu&lt;/span&gt; e inerte, uma nulidade absoluta quando comparada com a humanidade e a crueza dos olhares de Emílio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Biel&lt;/span&gt; e Domingos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Alvão&lt;/span&gt;. A minha terra agora é assim, as dores e as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;asperezas&lt;/span&gt; não se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;veem&lt;/span&gt;. Exibe-se como quadro (chique e caro) que pudesse ser pendurado na parede de uma sala de estar sem impressionar a não ser pela harmonia. E no entanto, a história da minha terra tem de tudo menos harmonia. Mas isso estes turistas não sabem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-6625518373087111618?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/6625518373087111618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/6625518373087111618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/10/minha-terra.html' title='A minha terra'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-1274312717055738408</id><published>2011-10-03T12:52:00.004+01:00</published><updated>2011-10-03T13:01:06.378+01:00</updated><title type='text'>A troca</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Teresa está disposta a dar tudo para encontrar o amor da sua vida. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O meu reino todinho por um homem que me ame para sempre&lt;/span&gt;, costuma dizer. Está disposta a dar a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;coleção&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;objetos&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;design&lt;/span&gt; que comprou com a ajuda das revistas e dos amigos entendidos, a fruteira do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;arquiteto&lt;/span&gt; premiado, o insólito espremedor com morfologia de artrópode (oh, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;deus&lt;/span&gt;, há quantos anos tem isto?), as cadeiras vanguardistas e provocadoras e o chaveiro &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;retro&lt;/span&gt;. Está disposta a dar os 371 amigos que acumulou no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;facebook&lt;/span&gt; e os sapatos que, em igual número, dispõe ordenadamente por cores e estilos no armário. Se for necessário, dará a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;coleção&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;dvds&lt;/span&gt; das melhores séries que já viu e em que os personagens têm sonhos e formigueiros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;exatamente&lt;/span&gt; iguais aos seus. E dará ainda o bilhete do próximo voo para Praga, os livros de etiqueta e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;autoajuda&lt;/span&gt;, os &lt;span style="font-style: italic;" class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;bestsellers&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;anglo&lt;/span&gt;-saxónicos, a antologia de poemas eróticos que há de conseguir ler um dia, quando tiver tempo, quando tiver tempo, quando tiver tempo... As fotografias, dará as fotografias em que aparece a andar de camelo, de elefante, de burro, de golfinho, de esqui, de trenó, de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;buggy&lt;/span&gt;, de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;limusina&lt;/span&gt; e de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;lambreta&lt;/span&gt; pelos pontos assinalados nas rotas turísticas do mundo. Bolas, de Portugal não tem nada para além de duas dúzias de registos na praia da Rocha quando era pequena, mas essas nem sequer mostra, que o mau gosto da mãe a escolher os seus &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;biquínis&lt;/span&gt; de criança é motivo mais do que suficiente para a vergonha mortal. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;moleskine&lt;/span&gt; com citações. Conseguirá Teresa dá-lo, essa cábula de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;diretrizes&lt;/span&gt; para a felicidade, a bondade e o amor que recolheu e anotou da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;internet&lt;/span&gt;? Sim, Teresa dará a cábula. Se encontrar o homem da sua vida, não precisará mais de máximas sobre o assunto, nem sequer do excerto do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Principezinho&lt;/span&gt;, aquele sobre ver com o coração, o seu preferido, a sua frase de cabeceira, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;este &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Exupéry&lt;/span&gt; pensa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;exatamente&lt;/span&gt; como eu!&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Teresa está disposta também, se ainda for a tempo, a dar o ventre para receber filhos, o ventre liso e limpo que ganhou imunidade a gorduras, toxinas e flacidez graças às horas diárias de trabalho suado. Teresa não gosta de crianças, não lhes vê graça nem encanto, sabe que mancham sofás com leite &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;bolçado&lt;/span&gt; e que gostam de pintar paredes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;asséticas&lt;/span&gt;, mas está disposta a dar tudo para não morrer na solidão em que tem vivido quando todos se calam e a noite chega para lhe vergar o corpo. Dará até a gata, a gata persa egoísta e arrastada, mas ao menos limpa, digna e elegante como só uma gata persa pode ser (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;raios a partam, fica linda demais a dormitar no sofá nórdico&lt;/span&gt;).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Teresa está disposta a dar o seu alinhamento, o seu cálculo de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;probabilidades&lt;/span&gt;, a sua composição geométrica e equilibrada, a sua estética anunciada e consensual, a sua permanente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;atualização&lt;/span&gt;, tudo o que sabe sobre o mundo de hoje e o que consta sobre o de amanhã. E dará ainda a independência em que orgulhosamente se ergueu para escapar de vez a uma mãe desinteressada e a um pai castrador. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Teresa, tão generosa e despojada, diz que abdica de tudo isto pelo amor da sua vida. Vai continuar a adquirir, a acumular, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;colecionar&lt;/span&gt;, a aperfeiçoar. Acredita que quanto mais e melhor tiver, maior e mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;extraordinário&lt;/span&gt; será o homem pelo qual há de dar tudo à troca.  É, no mínimo, justo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-1274312717055738408?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/1274312717055738408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/1274312717055738408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/10/troca.html' title='A troca'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-283247759539184352</id><published>2011-09-30T00:28:00.003+01:00</published><updated>2011-09-30T00:54:33.272+01:00</updated><title type='text'>Do amor essencial</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quem conhece este blogue desde a sua génese, sabe que ele é um filho maldito, fruto de uma violação. Não foi um filho desejado, muito menos planeado. Por isso deixei-o vir ao mundo com alguma indiferença, apenas porque era tarde demais para abortar. Não o acarinhei, não me importei com o alimento a horas certas, se morresse a qualquer instante enterrá-lo-ia sem penas nem culpas. Mantive-o em segredo, como sempre se faz ao que não se quer assumir. Sabe também quem o conhece desde sempre que não fui eu sequer que batizei este blogue. É certo que me aproveitei das circunstâncias, dei um golpe de marketing, usei o acidente a meu favor, mas alguma coisa eu tinha de fazer para, depois de limpar a sujidade, virar a história do avesso. Eu não sou uma &lt;em&gt;Mãe Preocupada&lt;/em&gt;, nunca fui uma mãe preocupada. De todas as coisas que a vida já me deu, me emprestou ou me tomou de assalto, a maternidade é a que menos tormentos e inquietações me causa. Tenho com a maternidade uma ligação harmoniosa, visceral e animal, que raramente permito à civilização corromper. Nem sequer no corpo a maternidade me doeu ou me deixou mossas. Aceitei-a como parte de mim e não como tarefa que haveria de cumprir, sacrificada mas exemplarmente, ao serviço da sociedade pela qual definimos a nossa medíocre bitola. Dei os meus filhos ao mundo, confiei-lhos com serenidade, com esperança e com a generosidade que tenho aprendido a rodos por força das circunstâncias da vida. Sei que precisam de mim para compreenderem os códigos e os sinais que orientam e organizam o mundo e que lhes ensino igualmente com códigos e sinais. No resto, reduzo-me à insignificância de gente que sou, humana e defeituosa, quantas vezes monstro vingador em sonhos, e abro as portas, bem abertas, para que passem e me ultrapassem, para que sejam gente mais rica e melhor do que eu. Que partam, que vão, desde que nascem, desde que respiram sozinhos. Preparei-lhes eu própria a mala com pouco mais do que amor generoso, conhecimento e justiça, em quantidades que vou ajustando à custa de pura intuição. Roupa de nada lhes vale, podem ir nus, que já estão habituados ao despojamento material. E alimento, eles próprios o encontrarão, que sempre os ensinei a usar os cinco sentidos com paciência e astúcia. Não posso fazer mais nada. E é por isso que não vivo preocupada - porque é inútil. E assim a maternidade tem sido apenas, para mim, uma fonte de prazer, gratificante, harmoniosa, terna, intimamente feliz, que não me rouba horas de sono, nem me monopoliza as conversas na mesa de café e muito menos me obriga a gastar dinheiro. Sou assim, sempre me dei bem com o amor &lt;em&gt;essencial&lt;/em&gt;. Simplória!&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-283247759539184352?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/283247759539184352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/283247759539184352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/09/do-amor-essencial.html' title='Do amor essencial'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-1101620881321500428</id><published>2011-09-29T11:54:00.002+01:00</published><updated>2011-09-29T17:38:10.193+01:00</updated><title type='text'>Desperdícios</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Costumavam ser as mulheres bonitas a fazer parar o trânsito. Hoje, é o rapaz que distribui os jornais gratuitos nos semáforos da Cantor Zeca Afonso quem empata tudo, tornando irrelevante a diferença que se faz entre o verde e o vermelho. Todos os condutores abrem o vidro para ter direito às notícias grátis em papel e as filas formam-se nas três faixas, desfazendo-se em passo de caracol, que aqui ninguém tem pressa para ir trabalhar. A mim o rapaz já me conhece, sabe que lhe abro o vidro apenas para lhe dizer bom dia, mas que papel já tenho que chegue em talões, faturas, recibos e bilhetinhos (e de notícias já não quero saber porque são todas em segunda mão). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mesmo agora que desperdício é crime, parece que não são suficientes as dezenas de canais de televisão e os jornais online com notícias atualizadas ao minuto. Possuir, consumir, acumular, guardar, continuam a ser atos compulsivos e irrefletidos. Se não há dinheiro para alimentar o vício, consome-se de graça, que não faltam sobras e excessos para distribuir num país que se diz por aí asfixiado. É que ninguém quer ser acusado de falta de cultura e interesse pela atualidade, num tempo em que se joga o futuro de tanta gente numa mesa de pano verde onde só entra quem pode. Ler um jornal faz-nos acreditar que o jogo é às claras. Ler muitos faz-nos cuidar que assistimos a ele de todos os ângulos e perspetivas. Que desperdício de fé. Que desperdício de papel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-1101620881321500428?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/1101620881321500428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/1101620881321500428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/09/desperdicios.html' title='Desperdícios'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-7521696562908325246</id><published>2011-09-28T12:50:00.003+01:00</published><updated>2011-09-28T17:59:45.636+01:00</updated><title type='text'>Machos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Entretenho-me a apreciar o movimento miudinho e inquieto dos homens quando uma fêmea insinuante e sensual aparece com ares de novidade. Ficam arrastados, subjugados, concordantes. Babam-se. Tudo para as vergar sobre o seu corpo fremente em qualquer cama improvisada e aliviar a tensão física acumulada à força de a ver passar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os homens, quando estão verdadeiramente enamorados, vão demonstrando os seus dotes intelectuais e a sua grandeza &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;afetiva&lt;/span&gt;, preocupam-se em revelar a superioridade sobre os outros e a capacidade de retorno caso a mulher pretenda um investimento a longo prazo. Querem mostrar-se dignos, honestos, leais, genuínos. Mas quando o único &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;objetivo&lt;/span&gt; é a cópula, quando na mira estão apenas os dez segundos de êxtase a desaguarem num corpo aberto e poderoso, os homens ficam perto do ridículo na arte da sedução. Vejo mais dignidade nos animais, que, em vez de se diminuírem, enaltecem a sua nobreza, as suas cores, a sua coragem. Ainda que tudo se esgote num mero e avulso banho de sémen, os animais seduzem com a força e a elegância de quem promete o amor eterno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-7521696562908325246?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7521696562908325246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7521696562908325246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/09/machos.html' title='Machos'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-4949267860312641554</id><published>2011-09-27T12:59:00.003+01:00</published><updated>2011-09-27T13:07:20.898+01:00</updated><title type='text'>Pessoa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há dias, perdi-me sem querer pela blogosfera, deixei-me levar por links que foram dar a outros links e, quando dei por ela, estava a ler um texto de uma mãe dedicada e segura, competente e inabalável na sua tarefa de educar, empenhada em demonstrar a autoridade diante dos seus pequenos para que não se desviem do caminho tido como certo. Dizia ela, às páginas tantas, que aos seus filhos não era permitido questionar e que não reconhecia as crianças enquanto pessoas, sendo que a palavra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pessoa&lt;/span&gt; estava entre aspas e eu fiquei baralhada porque não sei o que é uma pessoa entre aspas. Eu que até sou dada a estudos filosóficos, antropológicos e sociológicos, em que o conceito de pessoa, ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;persona&lt;/span&gt;, sempre é discutido, dissecado, desbastado, insuflado e experimentado, nunca na minha santa vida vi referência a uma pessoa entre aspas. Lembrei-me logo do rebanho de ovelhas que entra de rompante ao fim da tarde no quintal do meu pai para lhe desbastar o terreno. São mais de cem, certas e cumpridoras, mantidas na ordem por uma pastora de cajado na mão e crocs nos pés. Ficam muito bem ao pôr-do-sol, serenas e quietinhas, nestes dias de luz morna de outono. E lembrei-me ainda desta grande, grande, grande música dos Pink Floyd, do superior e imortal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Wall&lt;/span&gt;. Linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/LWoyZixx1l4?rel=0" allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-4949267860312641554?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/4949267860312641554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/4949267860312641554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/09/ha-dias-perdi-me-sem-querer-pela.html' title='Pessoa'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/LWoyZixx1l4/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-7424128775125896743</id><published>2011-09-26T17:14:00.001+01:00</published><updated>2011-09-26T17:14:48.180+01:00</updated><title type='text'>Retorno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span id="dnn_ctr1121_ViewEVDConverteAcordo_lbl_TextoAcordo" style="width: 100%;"&gt;Os pais dizem aos filhos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;se comeres a sopa toda deixo-te comer um gelado&lt;/span&gt;. Os pais dizem aos filhos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;conto-te uma história mas tens que me dar um beijinho primeiro&lt;/span&gt;. Os pais dizem aos filhos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;se te portares bem no supermercado deixo-te escolher um brinquedo&lt;/span&gt;. Tempos depois, não entendem como é que aquele bebé que era tão doce e fofinho se tornou tão chantagista, interesseiro e manipulador. Não entendem mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-7424128775125896743?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7424128775125896743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7424128775125896743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/09/retorno.html' title='Retorno'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-5670343608976597701</id><published>2011-09-24T19:48:00.001+01:00</published><updated>2011-09-24T19:49:57.556+01:00</updated><title type='text'>Coisas do outono</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estão a podar as árvores defronte das janelas dos nossos quartos. Mais do que a secura da paisagem, preocupam-me as aves desaninhadas e entristece-me a ausência do seu canto fresco e compassado a anunciar-me a madrugada. Coisas do outono, tempo de apagar, esquecer e recomeçar.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-5670343608976597701?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/5670343608976597701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/5670343608976597701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/09/coisas-do-outono.html' title='Coisas do outono'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-3289648241437564563</id><published>2011-09-23T10:39:00.003+01:00</published><updated>2011-09-23T11:17:01.804+01:00</updated><title type='text'>Clichés</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando morre uma figura pública, o cliché espalha-se por todos os espaços onde a opinião tem livre trânsito: que a pintura ficou mais pobre, ou a música ficou mais pobre, ou o teatro ficou mais pobre. É tão cliché, tão vulgar, tão típico da ânsia de homenagear e lamentar e chorar em público, que ninguém se apercebe do disparate. A arte não morre com o artista. O artista é um ser humano, efémero, mas a sua obra é imortal e universal. O escritor não é enterrado com a sua antologia e todas as cópias reproduzidas nem o pintor leva para o crematório todos os seus óleos e aguarelas. É tudo nosso, de todos e de ninguém, é tudo herança, é tudo valor coletivo. A morte não apaga nada, antes confirma a eternidade do que já é grande. Portanto nada fica mais pobre a não ser a família e os amigos de quem parte. São eles quem honesta e verdadeiramente sente a partida e a ausência e por isso se remetem ao silêncio e ao recato, sem alaridos nem bandeirinhas. A morte já é cliché que baste, para quê engordurá-la com frases feitas? Um grande artista merece, no mínimo, uma frase original, exclusiva. que só pudesse ser para ele. Mas para isso era necessário conhecer verdadeiramente a sua obra. E aí é que a porca torce o rabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adenda pós-publicação:&lt;br /&gt;E agora que vão começar a dizer-me &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não, não! não percebes que a arte fica mais pobre porque a morte do artista nos priva do prazer de novas criações?&lt;/span&gt; Eu respondo: egoístas de merda, deixai descansar quem dedicou a vida a fazer o mundo melhor, a encher-vos as paredes, as estantes, os ouvidos e o espírito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-3289648241437564563?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/3289648241437564563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/3289648241437564563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/09/cliches.html' title='Clichés'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-6604955829159955185</id><published>2011-09-22T11:47:00.000+01:00</published><updated>2011-09-22T11:48:56.231+01:00</updated><title type='text'>Não</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Agradeço desde já, e com toda a sinceridade, todos os e-mails de felicitação que tenho estado a receber desde ontem, mas a verdade é que não estou grávida nem era isso que eu pretendia dizer com o texto anterior (Setembro). Na realidade, se eu estivesse grávida, não o anunciaria, como notícia que fosse, no blogue. Este não é um blogue de factos, é um blogue de argumentos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Em todo o caso, muito, muito, muito obrigada pelo carinho e pela atenção. Mas neste Setembro, a compensação foi outra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-6604955829159955185?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/6604955829159955185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/6604955829159955185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/09/nao.html' title='Não'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-2800113156846543689</id><published>2011-09-21T13:08:00.002+01:00</published><updated>2011-09-21T13:59:47.471+01:00</updated><title type='text'>Setembro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Foi sempre Setembro quem me revelou que eles vinham a caminho. Eram rumores que se erguiam do fundo do corpo e se estendiam, como trepadeiras, a todos os membros serenando-me impulsos, angústias e excitações. Um peso extra, silencioso e complacente, quase impercetível, tornava-me mais lenta e mais atenta. Antes dos diagnósticos e mesmo dos sinais mais evidentes, antes do sangue que não vertia, antes de o calendário feminino falhar, eu sabia que eles vinham a caminho. Verdadeiros e definitivos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Setembro não falha. Muitas vezes me marcou com brutalidade, a sangue-frio, à queima-roupa, a toda a força. Já me matou pessoas, afastou outras tantas de mim, deu-me o sinal de que outras ainda partiriam em breve. Mas, como quem se chega para pedir perdão, volta e meia Setembro sorri-me, estende-me os braços e vejo que me traz nas mãos generosamente abertas a compensação. Foi assim quando me disse que eles vinham a caminho. Foi assim em outros anos. E voltou, desta vez, a ser assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;* Setembro é sempre com letra grande.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-2800113156846543689?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2800113156846543689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2800113156846543689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/09/setembro.html' title='Setembro'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-369970744273752504</id><published>2011-09-19T12:27:00.001+01:00</published><updated>2011-09-19T12:30:12.127+01:00</updated><title type='text'>De joelhos, portugueses (5)</title><content type='html'>&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/9SvNnAtgXs8?rel=0" allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Tourear palavras, dispensando brilhos e lantejoulas, é só para alguns. Poucos. Muito poucos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-369970744273752504?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/369970744273752504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/369970744273752504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/09/de-joelhos-portugueses-5.html' title='De joelhos, portugueses (5)'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/9SvNnAtgXs8/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-2986579875147919039</id><published>2011-09-15T14:08:00.006+01:00</published><updated>2011-09-16T14:32:05.322+01:00</updated><title type='text'>Cor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Celeste tinha nojo dos pretos e nunca o escondera de ninguém. Não era um problema de raça, era um problema de cor. Celeste não os cuidava inferiores, não os presumia menos inteligentes ou menos capazes, não os reduzia em dignidade nem em humanidade. Era a cor que a repugnava e a possibilidade de haver um contacto físico da sua pele de brancura pálida com outra de negrume intenso aparecia-lhe como um pesadelo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Com a cor vinha tudo o resto: os lábios grossos, o nariz largo e achatado, o cabelo crespo, o suor mais reluzente do que nas peles claras. Diante de tudo isso, Celeste virava a cara jurando que jamais seria capaz de se deixar tocar por alguém assim. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É certo que Celeste só via os pretos na televisão, nas novelas brasileiras que devorava para preencher os tempos mortos da velhice, os intervalos entre o fogão e o terço de contas de marfim que desfiava a horas certas para pedir pelos seus. Nunca tinha estado diante de ninguém que não fosse da sua cor. Nem queria. O mais provável era que não lhes apertasse a mão e muito menos lhes permitisse deixarem-lhe um beijo, nem mesmo daqueles, cerimoniosos, em que os lábios apontam para o lado. Nojo. Repulsa. Distância. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um dia Celeste foi apanhada por uma doença maldita. Nas entranhas escondidas debaixo da sua pele alva e mimosa, um tumor maligno começou a alastrar e, sem aviso nem piedade, tomou-lhe uns quantos órgãos. Feitos os exames e as análises ao sangue, estudadas as possibilidades, ponderadas as consequências, estimado o tempo de vida, os médicos decidiram que valia a pena levá-la ao bloco. E Celeste foi, resignada, depois de, dias e dias seguidos, desfiar o terço pedindo por si. No bloco operatório, com ela já deitada, assética, vulnerável e exposta, entorpeceram-lhe o corpo e os sentidos enquanto a sossegavam com palavras ternas. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vai correr tudo bem, daqui a pouco acorda e já passou tudo&lt;/span&gt;. Em alguns segundos, Celeste começou a sentir o corpo vago, a memória ausente, o tempo subvertido. As pálpebras começaram a pesar e os membros a desobedecer. Mas ainda teve tempo de ver o cirurgião entrar e aproximar-se da mesa para lhe sorrir com os olhos, que a boca vinha já vedada à passagem dos micróbios.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; Impotente, entregue, dominada, incapaz de articular palavra ou de levantar um dedo que fosse, Celeste sucumbiu à anestesia e adormeceu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cumprindo a sua rotina profissional e experiente, ignorando e desprezando o que pudesse ir na alma de Celeste para se concentrar apenas no seu corpo, o cirurgião angolano meteu mãos à obra, tocou-lhe sem ensaios nem reservas, abriu-a com convicção e remexeu-lhe como quis e bem entendeu as entranhas, os órgãos gelatinosos, os fluidos de odor pouco simpático e os restos que o corpo ainda tinha por expelir. Em tudo eram absolutamente iguais aos seus. Mas Celeste, adormecida, não viu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;(esta é uma obra da realidade, qualquer semelhança com a ficção terá sido mera coincidência)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-2986579875147919039?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2986579875147919039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2986579875147919039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/09/cor.html' title='Cor'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-7264178437027780552</id><published>2011-09-14T12:42:00.001+01:00</published><updated>2011-09-14T12:44:52.625+01:00</updated><title type='text'>Satisfações</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Das vinte e quatro mães que compareceram esta manhã na reunião de abertura do ano letivo, só eu e mais outra pedimos justificação de ausência para entregar à entidade patronal. Das duas uma: ou todas as outras estão desempregadas ou então continua tudo a achar que só tem direitos e nenhum dever. Os portugueses são assim, sempre acham que não têm que dar satisfações a ninguém a não ser sobre a sua mais profunda intimidade. Podem contar a sua vida, com todos os detalhes, lágrimas, emoções e futilidades, ao estranho que se senta ao seu lado no autocarro. Podem ainda, para além da sua, expor a vida dos outros, as mágoas do filho porque a mulher não se deita com ele desde que o bebé nasceu, o mau feitio da nora que cisma em criar o miúdo à sua maneira, o sofrimento de uma irmã cuja reforma não vai além de um par de centenas, a carga de porrada que a filha levou há dias de um marido embriagado. Mostram as fotografias tipo-passe que trazem na carteira e que também estão on-line para os mais acostumados com o mundo virutal. Mas era o que faltava ter de levar um papel a comprovar que faltou ao trabalho para cumprir obrigações de encarregado de educação. Lembra-me um que dizia que não dava o pisca porque não tinha que dar satisfações a ninguém sobre o caminho que pretendia seguir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Das vinte e quatro mães que compareceram esta manhã na reunião de abertura do ano letivo só eu disse que não queria fotografias do meu filho publicadas no site da escola sem a minha autorização. Isto corrobora o que escrevi no parágrafo anterior.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-7264178437027780552?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7264178437027780552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7264178437027780552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/09/satisfacoes.html' title='Satisfações'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-8344238588526464493</id><published>2011-09-10T01:11:00.011+01:00</published><updated>2011-09-12T10:19:03.101+01:00</updated><title type='text'>As margens da verdade</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: trebuchet ms; text-align: justify;"&gt;Não pertenço a nenhum partido político. Não me ajoelho diante de nenhum altar. Não faço parte do sindicato. Não tenho sequer clube de futebol. O meu blogue não tem espaços publicitários a marcas e produtos, não faço publicidade disfarçada nos posts que escrevo, nem sequer tenho coluna com blogues favoritos (creio que os meus blogues favoritos até preferem a discrição). Sou, portanto, uma pobre diaba descomprometida que vive ao deus dará (passe o conflito de entidades), sem rumo, livre de pensar e de dizer o que lhe apetecer. Não estou vinculada a nenhum ideal, nenhum credo, nenhum caminho. Também não sou patrocinada para agradar a gregos e troianos, para escrever coisas comuns, amorosas, consensuais e muito compreensivas que não acrescentam nada ao mundo nem à consciência, por isso não tenho que me estar a atormentar com a suscetibilidade das centenas de leitores (muito obrigada!) que por aqui passam diariamente e cujas vidas e sensibilidades eu nem sequer conheço. Não sou espelho de ninguém, muito menos da verdade. Se a verdade fosse um rio, todos nós seriamos as margens. As margens também têm o seu terreno, o seu declive, a sua fertilidade, a sua altitude, a sua crueza ou a sua secura, conforme a localização e o clima. Quem olha o rio junto à nascente não vê o mesmo que vê quem o olha junto à foz. Quem olha o rio e está com sede não vê o mesmo que vê quem o olha e está com frio. Mas uma coisa é certa: nas águas do rio ninguém está. Estamos todos na margem, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;estamos todos ao lado.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Todos ao lado&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Tudo, mas absolutamente tudo, é uma questão de perspetiva. Sempre e apenas uma perspetiva, nada mais. E, de mais a mais, a água de um rio nem sequer é parada, corre, move-se, ganha corpo e mingua. Portanto, podem continuar a escrever-me para rebater, questionar, partilhar perspetivas, para me mostrar o reverso da medalha, para me corrigir erros, para me alertar, para me enriquecer. Mas não me escrevam mais para dizer que estive “completamente ao lado”, porque não me recordo de alguém me ter incumbido da tarefa de acertar no alvo (e onde está ele? quem tem legitimidade e sabedoria para dizer onde está ele?), de flutuar no rio. Isto é um vulgaríssimo blogue entre milhões, não é uma bíblia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"  style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(e acabei de perder dezenas de leitores, mas como também ninguém me paga para as estatísticas, durmo tranquila)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-8344238588526464493?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8344238588526464493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8344238588526464493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/09/as-margens-da-verdade.html' title='As margens da verdade'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-9162681204112026918</id><published>2011-09-08T15:55:00.000+01:00</published><updated>2011-09-08T15:55:25.307+01:00</updated><title type='text'>Seguir</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Um carreiro de formigas. As antenas de uma nas patas traseiras da seguinte. Um carreiro. Reto, linear, obediente, com destino predefinido e compasso acertado. Cada formiga recita o "Cântico Negro" de José Régio, julgando-se a única. Mas segue. As antenas de uma nas patas traseiras da seguinte. Um carreiro. Reto, linear, obediente, com destino predefinido e compasso acertado. Cada formiga recita o "Cântico Negro" de José Régio, julgando-se a única. Mas segue.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;A miséria de nos presumirmos livres e originais. A poesia ousada, marginal e libertadora nos posts do facebook e dos blogs. Mas no resto da vida, a mesma subserviência a todas as ditaduras, cursos e percursos. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Seguimos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-9162681204112026918?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/9162681204112026918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/9162681204112026918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/09/seguir.html' title='Seguir'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-5148753999748774308</id><published>2011-09-06T12:08:00.000+01:00</published><updated>2011-09-06T12:08:06.778+01:00</updated><title type='text'>Engraçado</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Já lá vai o tempo em que as pessoas eram consideradas apenas números. As crianças nos infantários eram números, os adolescentes nas salas de aula eram números, os trabalhadores nos seus postos eram números. E todos então se queixavam da massificação, que desprovia as pessoas da sua individualidade e ignorava as suas diferenças, competências e capacidades. Mas o mundo mudou, avançou ou retrocedeu dependendo do ponto onde se encontra o observador. Agora as pessoas já não são números. São tarefas, o que faz todo o sentido neste atordoamento global da competitividade e outros blábláblás que justificam todos os sacrifícios e injustiças. Percebi hoje que sou a "comunicação". Deixei de ter nome, corpo, identidade, discurso, diferença. &lt;i&gt;A comunicação disse que a informação não estava correta&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Mas se tens dúvidas fala com a comunicação&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Agora convém que comunicação faça chegar isto a toda a equipa&lt;/i&gt;. Sou eu. Nem sequer sou a responsável pela comunicação, sou a própria comunicação, o que me confere um estatuto que jamais julguei alcançar, nem em vida nem depois da morte. Sou uma entidade abstrata e imaterial, na verdade sou um fluxo, uma interação, uma troca. Sou o que faço, o que cumpro. Valha-me ao menos saber que sou uma entidade importante. As minhas falhas estão na origem de todos os conflitos da humanidade. Eu devia ser paga a peso de ouro para me estender assim, desta forma universal, entre bocas e orelhas, bem esticadinha, sem dobras nem vincos nem ruídos, para que todos os sinais cheguem sempre ao seu destino. &lt;br /&gt;Engraçado. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-5148753999748774308?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/5148753999748774308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/5148753999748774308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/09/engracado.html' title='Engraçado'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-8937542907516480926</id><published>2011-09-05T00:02:00.003+01:00</published><updated>2011-09-12T10:20:33.104+01:00</updated><title type='text'>Terror</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"  style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: normal; text-align: justify; font-family: trebuchet ms;font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style=""&gt;Creio que não vou ter mais filhos, que a vida só dá para esses desvarios na cabeça dos ricos, dos católicos e dos líricos (e eu não sou nenhum deles). Mas ainda assim aterroriza-me, com um terror superior ao que me causa a própria morte, a ideia de o ventre um dia me secar, deixar de sangrar, tornar-se inútil na tarefa para o qual foi tão perfeitamente desenhado. É a única parte do meu corpo que realmente deu alguma coisa ao mundo. Nem no cérebro fui tão eficiente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-8937542907516480926?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8937542907516480926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8937542907516480926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/09/terror.html' title='Terror'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-3447797049116829319</id><published>2011-09-03T00:15:00.005+01:00</published><updated>2011-09-03T00:42:23.867+01:00</updated><title type='text'>*</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Regressar é ir a &lt;em&gt;qualquer&lt;/em&gt; lugar onde estiver alguém à minha espera.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-3447797049116829319?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/3447797049116829319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/3447797049116829319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/09/blog-post.html' title='*'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-7272176624533979502</id><published>2011-09-02T18:28:00.002+01:00</published><updated>2011-09-02T18:28:19.095+01:00</updated><title type='text'>Hush</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/GczSTQ2nv94?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-7272176624533979502?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7272176624533979502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7272176624533979502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/09/hush.html' title='Hush'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/GczSTQ2nv94/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-6510342024502179610</id><published>2011-09-02T11:20:00.002+01:00</published><updated>2011-09-02T11:20:59.205+01:00</updated><title type='text'>Preconceitos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Sou uma pessoa muito preconceituosa. Tenho preconceito visceral e quase assassino contra as mulheres que teclam apenas com os dedos indicadores para não danificar as unhas e contra homens que comentam demasiado a atualidade. Eliminaria uns e outros se a mim me fosse dado o direito de criar um novo mundo. As pessoas são boazinhas, partem do princípio de que eu também sou e confiam em mim. Não deviam. Tenho sangue a correr-me nas veias e o meu coração é tão vulnerável a arritmias como qualquer outro. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-6510342024502179610?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/6510342024502179610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/6510342024502179610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/09/preconceitos.html' title='Preconceitos'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-2786862631919637157</id><published>2011-09-01T17:38:00.000+01:00</published><updated>2011-09-01T17:38:08.393+01:00</updated><title type='text'>Os abusados</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Enternece-me o discurso das pessoas sobre a sua própria bondade. Desperta-me pena e compaixão a sua desilusão com os outros, que sempre são ingratos e injustos. &lt;i&gt;O mal, o meu mal é que sou demasiado ingénuo e parto do princípio que todos são bem intencionados como eu, depois abusam&lt;/i&gt;. Dou comigo intrigada, diante de uma charada indecifrável: como é que o mundo chegou onde chegou com tanta gente boa e bem intencionada a povoá-lo? Quem é então responsável por esta miséria toda? Se todos são abusados, onde estão os abusadores? Não sei, mas a minha imaginação é perversa e traiçoeira, porque ilimitada, e põe, de repente, diante de mim um Hitler (mas podia ser qualquer outro) choroso e frustrado a libertar lágrimas e desabafos no ombro de um companheiro &lt;i&gt;sabes qual é o meu problema? é que sou demasiado bonzinho e as pessoas abusam, mas isso vai acabar&lt;/i&gt;. E no instante seguinte dá ordens para limpar o planeta de mais umas centenas de judeus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-2786862631919637157?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2786862631919637157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2786862631919637157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/09/os-abusados.html' title='Os abusados'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-3394897761835312084</id><published>2011-09-01T13:05:00.000+01:00</published><updated>2011-09-01T13:05:00.657+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span id="dnn_ctr1121_ViewEVDConverteAcordo_lbl_TextoAcordo" style="width: 100%;"&gt;Não ensino muito mais aos meus filhos para além das regras de boa educação e de convivência em sociedade. Tenho é sempre as janelas escancaradas, os livros ao alcance, a música pelas paredes, o ponto de fuga das estradas bem à vista e o colo disponível para quando &lt;i&gt;regressam&lt;/i&gt;. Mas neles não mexo muito para não estragar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-3394897761835312084?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/3394897761835312084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/3394897761835312084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/09/nao-ensino-muito-mais-aos-meus-filhos.html' title=''/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-1571505394555480290</id><published>2011-08-31T13:58:00.002+01:00</published><updated>2011-09-01T14:14:24.213+01:00</updated><title type='text'>A rosa e a engrenagem</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Entre uma rosa perfumada e uma engrenagem de rodas dentadas, escolho as duas. A ideia de que são alternativas e não cumulativas é, para mim, uma perspetiva pessimista, viciada e fatalista. Lembra-me sempre um professor da faculdade que, há quase vinte anos, deslumbrado com as possibilidades que a internet oferecia, sentenciou, numa aula sobre qualquer tema que não recordo: &lt;i&gt;escrevam o que digo, os jornais em papel vão acabar e talvez também os livros e não faltará muito&lt;/i&gt;. No dia em que lhe ouvi isto, a maioria dos cidadãos comuns não tinha ainda acesso à internet. Eu também não sabia o que era, na prática, a internet. A primeira vez que entrei no mundo virtual foi no último ano da faculdade, para pesquisar sobre as relações de soberania Portugal-Macau-China. Isto no tempo em que Macau era ainda território português, já lá vão muitas vidas, várias reviravoltas, alguns percalços e aprendizagens a rodos. Até agora, a profecia do professor não se cumpriu. Como não se cumpriram muitas outras sentenciadas sempre que a tecnologia avança um passo e o deslumbramento toma conta das almas que se cuidam mais longe e mais à frente. Mas se assim fosse, se sempre houvesse uma lógica de alternativa e de substituição, as pernas teriam desaparecido quando a roda foi inventada, por apuramento da espécie.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Entre uma rosa perfumada e uma engrenagem de rodas dentadas, escolho as duas. Tenho lugar marcado para cada uma, de forma a que não se atropelem nem se matem. Não é a televisão que me dá de comer ao espírito mas admito que também não é, de todo, uma flor que me vai dar conta do que se passa no mundo. A tecnologia existe para me ser útil, não para ser o centro de gravidade das minhas emoções e das minhas rotinas. Talvez contribua para aumentar os meus conhecimentos, mas não acrescenta um grão à minha sabedoria. Talvez salve vidas, mas não me cura a dor das que eu perdi. Talvez me aproxime das pessoas, me facilite as tarefas domésticas e me dê luz durante a noite, mas não me traz justiça nem amor. Cada macaco no seu galho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Há dias, no supermercado, vi uma vulgar mãe, como eu, a cumprir a rotina de abastecimento da despensa. Enquanto ela avançava, empurrando o carrinho atafulhado de víveres, seguia-a um pré-adolescente, imberbe e com hormonas ainda por despertar, agarrado a uma consola de jogos portátil, com os dedos num frenesim elétrico, mas com um andar mole, frouxo, indiferente. Por todo o supermercado caminharam ambos assim e o jovem em nenhum momento tirou os olhos e os dedos da sua máquina-toda-poderosa. Esta forma de escravatura, esta submissão gratuita do homem à máquina, começa cedo, quando os pais começam a substituir a realidade, o mundo, o imprevisto, por objetos criados para distrair, cuidando estar a preencher nos bebés necessidades que &lt;i&gt;eles não manifestaram&lt;/i&gt; e que creio que nenhum pediatra defende. Isto não significa que eu sou contra os brinquedos, significa que não permito que os brinquedos ofusquem o mundo, que mantenham as crianças confinadas a uma realidade de plástico e borracha, robotizada, trilingue, atrofiando os sentidos em nome de um alegado desenvolvimento intelectual. A inteligência nasce com o uso dos sentidos e multiplica-se com a capacidade de pensar. E nisso, duvido que um brinquedo, qualquer que ele seja, faça melhor do que o mundo na sua inteireza. Mas não duvido, obviamente, do seu contributo, ainda que o considere modesto e limitado.&lt;br /&gt;Entre uma rosa perfumada e uma engrenagem de rodas dentadas, escolho as duas. Mas escolho, não engulo, não como desenfreadamente, não regurgito para voltar a engolir. Faço o mesmo que fazem as mulheres que estão em planos de dieta para manterem o corpo livre de gorduras, celulites e toxinas: vejo o que me oferecem no prato, analiso, cheiro, meço a qualidade e a quantidade, peso os prós e contras. O que é que me vai beneficiar? O que é que vai estar a mais? E escolho. Porque não quero o meu espírito embotado por gorduras, celulites e toxinas. Escolher é um ato de liberdade. Não recuso a tecnologia, apenas recuso o que ela possa ter para mim, enquanto indivíduo, de excesso, de ruído, de alienação. Já no que toca ao perfume das rosas, nunca ele me é excessivo. Compreendo que haja pessoas que investem o seu tempo e os seus neurónios a decidir que tipo de telemóvel e com que design vão comprar a seguir, compreendo que com isso sonhem e sofram e se desgastem e peçam conselhos aos amigos e inimigos. Compreendo que a pressão social é avassaladora e a resistência emocional diminuta. Mas para mim, pobre, vulgar e ignorante cidadã, a vantagem da tecnologia está na sua utilidade enquanto prolongamento, preenchimento de lacunas que o corpo e o espaço físico não podem vencer sozinhos. Nunca na sua substituição. &lt;br /&gt;O jovem do vídeo "Invention of love", no auge do desgosto, substituiu a sua amada morta por uma engrenagem de morfologia humana com um coração de rodas dentadas. Não lhe desejo mal, pelo contrário, que seja feliz na sua profunda, aterradora e ruidosa solidão. Sem rosas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-1571505394555480290?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/1571505394555480290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/1571505394555480290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/08/rosa-e-engrenagem.html' title='A rosa e a engrenagem'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-819856309615956179</id><published>2011-08-30T22:49:00.000+01:00</published><updated>2011-08-30T22:49:14.153+01:00</updated><title type='text'>Invention of love</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/PTdzCAGH3lU?rel=0" width="560"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada :-)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-819856309615956179?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/819856309615956179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/819856309615956179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/08/invention-of-love.html' title='Invention of love'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/PTdzCAGH3lU/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-6998356837237751540</id><published>2011-08-30T12:58:00.000+01:00</published><updated>2011-08-30T12:58:04.400+01:00</updated><title type='text'>Entrelinhas</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Quando o José António Saraiva publicou no &lt;i&gt;Sol&lt;/i&gt; o seu artigo de opinião "Dois maridos" e se levantou, acerca disso, uma onda de indignação, confesso que não dei muita importância. Eu e o José António Saraiva temos opiniões diferentes e, tal como eu prego a minha onde e quando me apetecer, também ele pode pregar a dele, defendendo-a com unhas e dentes. Mas os dias foram passando e eu reli o artigo e comecei a sentir um cheiro estranho, a qualquer coisa de podre e suspeito que tinha sido escamoteado à primeira vista pela exuberância do simples preconceito. O que José António Saraiva pensa sobre o casamento entre homossexuais é absolutamente irrelevante, desde que ele não desate a queimar vivos na fogueira todos aqueles que ousaram dar o nó com o mesmo sexo. É um problema dele, entre ele e a sua consciência, os seus princípios, a sua intimidade, os seus chinelos de quarto. Mas o artigo de José António Saraiva não é apenas um artigo que se manifesta contra o casamento entre homossexuais, se fosse estaria tudo bem. Relendo as suas palavras, indo às entrelinhas, sinto um cheiro bolorento, a fungos, cheiro de tupperware esquecido no frigorífico durante anos com comida que nunca foi digerida, que foi adiada e ficou escondida atrás dos legumes frescos e viçosos. José António Saraiva não se limitou a dar uma opinião, fez chacota, humilhou, ridicularizou.&amp;nbsp; E o seu cinismo, a sua ironia, têm o cheiro dos conflitos edipianos mal resolvidos (sou freudiana, já o disse neste blogue). Por isso, quando o imagino a redigir este texto, vejo-o em casa, fechado na penumbra de um escritório, escondido e feliz, exultante, porque uma notícia sobre dois maridos lhe provocou uma catarse, a libertação de velhas mágoas e ressabiamentos, quem sabe até uma possibilidade de vingança com a espada nobre e afiada da palavra que, como se vê, manuseia com agilidade e subtileza. &lt;br /&gt;Mas independentemente disso, também a argumentação foi pouco inteligente e ainda menos sábia. Dizer que&lt;i&gt; ‘casamento’ na nossa civilização quer dizer a união entre um homem e uma mulher&lt;/i&gt;, dava para uma discussão de meses. A nossa civilização! A nossa civilização? Qual civilização? A qual se refere exatamente? À ocidental? À cristã? À capitalista? À arrogante por se presumir soberana e universal, concluída e definitiva? Certamente que o senhor José António Saraiva considerará (como todos nós consideramos) coisa de selvagens, por exemplo, que se apedreje ou se mutile uma mulher que ousou mostrar o rosto ou pintar as unhas, certo? Pois então, alguém lhe responderá que são questões de civilização, da deles. Legítimo? Tenho dúvidas.&lt;br /&gt;A civilização, senhor José António Saraiva, não é um lugar, não é um posto, um estatuto adquirido, um quadrado estanque de ângulos rígidos onde se entra ou se fica de fora. A civilização é um processo evolutivo, transformador, fértil, ajustável. Se não fosse, ainda hoje, no século XXI, estaríamos a vaiar e queimar hereges em praça pública e a resolver pequenas contendas com arco e flecha. O que, diga-se de passagem, ia dar jeito a muita gente. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-6998356837237751540?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/6998356837237751540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/6998356837237751540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/08/entrelinhas.html' title='Entrelinhas'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-7913560880212004021</id><published>2011-08-29T12:02:00.000+01:00</published><updated>2011-08-29T12:02:31.560+01:00</updated><title type='text'>Naufrágio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Diz a sabedoria popular que quando o naufrágio está iminente, os ratos são os primeiros a abandonar o navio. Na marinha, o código de conduta e os princípios inerentes à missão dizem que, na mesma situação, o comandante deve ser o último a abandonar a embarcação, depois de garantir que todos os passageiros e tripulação estão a salvo. São, portanto, estas as teorias do povo e as convicções dos marinheiros.&amp;nbsp; Creio, contudo, que em terra firme, no imperdoável quotidiano, na crua realidade, na diária e reveladora corrida para o salva-vidas, comandante e rato são, muitas vezes, uma e a mesma pessoa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-7913560880212004021?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7913560880212004021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7913560880212004021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/08/naufragio.html' title='Naufrágio'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-5852187032511738922</id><published>2011-08-28T01:39:00.001+01:00</published><updated>2011-08-28T01:42:06.351+01:00</updated><title type='text'>Poema temperamental</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Ó caralho! Ó caralho!&lt;br /&gt;Quem abateu estas aves?&lt;br /&gt;Quem é que sabe? quem é&lt;br /&gt;que inventou a pasmaceira?&lt;br /&gt;Que puta de bebedeira&lt;br /&gt;é esta que em nós se vem&lt;br /&gt;já desde o ventre da mãe&lt;br /&gt;e que tem a nossa idade?&lt;br /&gt;Ó caralho! Ó caralho!&lt;br /&gt;Isto de a gente sorrir&lt;br /&gt;com os dentes cariados&lt;br /&gt;esta coisa de gritar&lt;br /&gt;sem ter nada na goela&lt;br /&gt;faz-nos abrir a janela.&lt;br /&gt;Faz doer a solidão.&lt;br /&gt;Faz das tripas coração.&lt;br /&gt;Ó caralho! Ó caralho!&lt;br /&gt;Porque não vem o diabo&lt;br /&gt;dizer que somos um povo&lt;br /&gt;de heróicos analfabetos?&lt;br /&gt;Na cama fazemos netos&lt;br /&gt;porque os filhos não são nossos&lt;br /&gt;são produtos do acaso&lt;br /&gt;desde o sangue até aos ossos.&lt;br /&gt;Ó caralho! Ó caralho!&lt;br /&gt;Um homem mede-se aos palmos&lt;br /&gt;se não há outra medida&lt;br /&gt;e põe-se o dedo na ferida&lt;br /&gt;se o dedo lá for preciso.&lt;br /&gt;Não temos que ter juízo&lt;br /&gt;o que é urgente é ser louco&lt;br /&gt;quer se seja muito ou pouco.&lt;br /&gt;Ó caralho! Ó caralho!&lt;br /&gt;Porque é que os poemas dizem&lt;br /&gt;o que os poetas não querem?&lt;br /&gt;Porque é que as palavras ferem&lt;br /&gt;como facas aguçadas&lt;br /&gt;cravadas por toda a parte?&lt;br /&gt;Porque é que se diz que a arte&lt;br /&gt;é para certas camadas?&lt;br /&gt;Ó caralho! Ó caralho!&lt;br /&gt;Estes fatos por medida&lt;br /&gt;que vestimos ao domingo&lt;br /&gt;tiram-nos dias de vida&lt;br /&gt;fazem guardar-nos segredos&lt;br /&gt;e tornam-nos tão cruéis&lt;br /&gt;que para comprar anéis&lt;br /&gt;vendemos os próprios dedos.&lt;br /&gt;Ó caralho! Ó caralho!&lt;br /&gt;Falta mudar tanta coisa.&lt;br /&gt;Falta mudar isto tudo!&lt;br /&gt;Ser-se cego surdo e mudo&lt;br /&gt;entre gente sem cabeça&lt;br /&gt;não é desgraça completa.&lt;br /&gt;É como ser-se poeta&lt;br /&gt;sem que a poesia aconteça.&lt;br /&gt;Ó caralho! Ó caralho!&lt;br /&gt;Nunca ninguém diz o nome&lt;br /&gt;do silêncio que nos mata&lt;br /&gt;e andamos mortos de fome&lt;br /&gt;(mesmo os que trazem gravata)&lt;br /&gt;com um nó junto à garganta.&lt;br /&gt;O mal é que a gente canta&lt;br /&gt;quando nos põem a pata.&lt;br /&gt;Ó caralho! Ó caralho!&lt;br /&gt;O melhor era fingir&lt;br /&gt;que não é nada connosco.&lt;br /&gt;O melhor era dizer&lt;br /&gt;que nunca mais há remédio&lt;br /&gt;para a sífilis. Para o tédio.&lt;br /&gt;Para o ócio e a pobreza.&lt;br /&gt;Era melhor. Com certeza.&lt;br /&gt;Ó caralho! Ó caralho!&lt;br /&gt;Tudo são contas antigas.&lt;br /&gt;Tudo são palavras velhas.&lt;br /&gt;Faz-se um telhado sem telhas&lt;br /&gt;para que chova lá dentro&lt;br /&gt;e afogam-se os moribundos&lt;br /&gt;dentro do guarda-vestidos&lt;br /&gt;entre vaias e gemidos.&lt;br /&gt;Ó caralho! Ó caralho!&lt;br /&gt;Há gente que não faz nada&lt;br /&gt;nem sequer coçar as pernas.&lt;br /&gt;Há gente que não se importa&lt;br /&gt;de viver feita aos bocados&lt;br /&gt;com uma alma tão morta&lt;br /&gt;que os mortos berram à porta&lt;br /&gt;dos vivos que estão calados.&lt;br /&gt;Ó caralho! Ó caralho!&lt;br /&gt;Já é tempo de aprender&lt;br /&gt;quanto custa a vida inteira&lt;br /&gt;a comer e a beber&lt;br /&gt;e a viver dessa maneira.&lt;br /&gt;Já é tempo de dizer&lt;br /&gt;que a fome tem outro nome.&lt;br /&gt;Que viver já é ter fome.&lt;br /&gt;Ó caralho! Ó caralho!&lt;br /&gt;Ó caralho!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS;"&gt;*Joaquim Pessoa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Trebuchet MS; font-size: x-small;"&gt;(este foi o único poema grande e o único post com palavrões neste blogue)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-5852187032511738922?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/5852187032511738922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/5852187032511738922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/08/poema-temperamental.html' title='Poema temperamental'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-541753870230464724</id><published>2011-08-26T23:08:00.000+01:00</published><updated>2011-08-26T23:08:34.810+01:00</updated><title type='text'>Aquém e além</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;É curioso que várias pessoas de diferentes&amp;nbsp;regiões me tenham escrito cuidando que o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://maepreocupada.blogspot.com/2011/08/mais-alem.html"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Além&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt; era a sua terra. Agora vejo que em todo o país existe esse lugar onde tudo acontece e tudo vive mas&amp;nbsp;que&amp;nbsp;nunca é aqui, é sempre além. Para todo o Portugal, tudo é além. É natural. É uma questão de posição relativa. Quem acha que tudo está além é porque está sempre aquém. E isso é, de facto, muito português.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-541753870230464724?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/541753870230464724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/541753870230464724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/08/aquem-e-alem.html' title='Aquém e além'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-2621103177891189078</id><published>2011-08-25T10:21:00.001+01:00</published><updated>2011-08-25T10:23:30.348+01:00</updated><title type='text'>Passatempo</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Acredito que uma história de amor verdadeiro, honesto e generoso pode perfeitamente continuar, sólida e estruturada, mesmo com um episódio de infidelidade. Mas nunca com uma traição. &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Descubra as diferenças.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-2621103177891189078?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2621103177891189078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/2621103177891189078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/08/passatempo.html' title='Passatempo'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-4450417393024645672</id><published>2011-08-24T10:58:00.000+01:00</published><updated>2011-08-24T10:58:28.933+01:00</updated><title type='text'>pessoas &amp; palavras</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;As pessoas más. Não é de todo infantil nomeá-las assim, com esta simplicidade. Não é de todo redutor limitá-las a um vocábulo pobre, de três letras, duas consoantes e uma vogal acentuada com a força toda, com o peso inteiro. &lt;i&gt;Más&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;Durante os últimos anos andei a chamar a essas pessoas nomes rebuscados, polissílabos com fonéticas que ficavam bem no clímax dos discursos de indignação - mesquinhas, perversas, desumanas, pérfidas, cancerígenas, nocivas, nefastas. Na ânsia de as classificar de forma completa, para que não sobrasse nenhum adjetivo de todos os que o dicionário contém, alarguei o leque para palavras nem sempre contidas na maldade mas quase sempre reunidas com ela: arrogantes, egoístas, traiçoeiras, manipuladoras, desonestas, sem caráter e outras pouco boas e abonatórias. Depois percebi que perdia demasiado tempo a enfeitar estas pessoas, a pô-las bonitas nos meus textos e nos meus desabafos. Mereceriam elas que lhes atribuísse estes vocábulos, como se as coroasse com um chapéu chique de laçarote e flores? Mereceriam elas que lhes vestisse os corpos venenosos e envenenados com roupas vistosas e que soassem bem, que as fizessem parecer superiores e elegantes? Fica bem uma cereja em cima de um bolo, mas é inútil uma cereja em cima de um poio. Desperdiça-se a cereja e a merda continua a ser a sobra, o resto do que era tóxico para o nosso corpo: expulsável, decrépito, repugnante e mal cheiroso.&lt;br /&gt;Não merecem as pessoas más mais do que esta palavra, assim pequena, sem grande charme nem complexidade, que só lembra as vulgares bruxas vestidas de negro, as previsíveis madrastas e certos reis prepotentes dos contos de fadas. &lt;i&gt;Más.&lt;/i&gt; Básica, sem profundidade, mas perfeitamente suficiente para conter a brutal e dolorosa significância de todos os adjetivos que não vale a pena procurar. Guarde-se o dicionário e a riqueza e variedade do léxico comum para investir no que tenha retorno.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-4450417393024645672?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/4450417393024645672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/4450417393024645672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/08/pessoas-palavras.html' title='pessoas &amp; palavras'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-8915721543429025295</id><published>2011-08-23T15:44:00.000+01:00</published><updated>2011-08-23T15:44:53.838+01:00</updated><title type='text'>Trintões</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O meu pai, já confortavelmente espraiado na casa dos oitenta, tem todos os anos um almoço com os companheiros que com ele combateram na guerra colonial, em Angola, na década de sessenta. Procuram-se, escrevem-se, telefonam-se, a cada ano que passa vão descobrindo mais mortos, mais nomes riscados na lista dos lugares à mesa, mas os que sobrevivem encontram-se, vindos de todas as cidades, vilas e aldeias do país. Ao fim de mais de quarenta anos, não se perde o rasto a ninguém, a não ser aos que partiram para sempre. E vêm agora estes trintões dizer que se não fosse o &lt;i&gt;facebook&lt;/i&gt; nunca mais encontravam os coleguinhas do liceu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-8915721543429025295?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8915721543429025295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/8915721543429025295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/08/trintoes.html' title='Trintões'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-6029194969995922206</id><published>2011-08-22T12:11:00.001+01:00</published><updated>2011-08-22T12:39:33.182+01:00</updated><title type='text'>Chuva de verão</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Quando o mundo vai abaixo, se deprime, se tortura e se esconde debaixo dos lençóis por causa de um dia chuvoso e sobre isso lança preces a Deus e roga pragas aos santos ajoelhando-se em grão de bico e arrancando cabelos... eu compreendo. Com chuva não há praia nem festa, o cinza afrouxa as cores e o ritmo do relógio. A chuva é uma cortina fechada, perde-se a vista para o mundo lá de fora, nítida, lúcida, cheia de promessas e histórias para ouvir. Resta recolhermo-nos e olhar para dentro, enfrentar as sombras e os fragmentos, os retratos antigos, a humidade nas paredes, a roupa por lavar, tudo por arrumar e as coisas velhas por empacotar. Não há como fugir. Uma chuva de verão é um estalo na cara. Mas tudo na vida é pior do que um estalo na cara. Porrada a sério, da que deixa dores enraizadas, tubérculos na alma, pesadelos repetidos para o resto das noites, porrada da que não encontra par no verbo nem verte na lágrima, essa deixa-nos cegos e indiferentes ao estado do tempo. Venha a chuva, venha o sol, venha o vento e o granizo, trovoadas e nevões, que a vida cumpre-se com a mesma inclemência e celebra-se com a mesma alegria.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-6029194969995922206?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/6029194969995922206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/6029194969995922206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/08/chuva-de-verao.html' title='Chuva de verão'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-7331004761138107351</id><published>2011-08-21T00:34:00.001+01:00</published><updated>2011-08-21T00:37:43.119+01:00</updated><title type='text'>Mercedes Benz</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="345" src="http://www.youtube.com/embed/5ddnwyyGo4s?rel=0" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-7331004761138107351?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7331004761138107351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/7331004761138107351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/08/mercedes-benz.html' title='Mercedes Benz'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/5ddnwyyGo4s/default.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-3449196364508556041</id><published>2011-08-19T16:52:00.001+01:00</published><updated>2011-08-19T16:52:50.768+01:00</updated><title type='text'>Casamento 2</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span id="dnn_ctr1121_ViewEVDConverteAcordo_lbl_TextoAcordo" style="width: 100%; font-family: trebuchet ms;"&gt;Estive há dias com duas pessoas que também juraram, diante de todos os seus anjinhos e santinhos, que iriam amar-se até à morte. Cumpriram: estão a matar-se um ao outro devagarinho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-3449196364508556041?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/3449196364508556041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/3449196364508556041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/08/casamento-2.html' title='Casamento 2'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2303524383976995645.post-765372256957251237</id><published>2011-08-19T15:25:00.003+01:00</published><updated>2011-08-19T15:28:12.587+01:00</updated><title type='text'>Visão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span id="dnn_ctr1121_ViewEVDConverteAcordo_lbl_TextoAcordo" style="width: 100%;font-family:trebuchet ms;" &gt;Aos meus filhos nunca sei se diga que vejam &lt;span style="font-style: italic;"&gt;longe&lt;/span&gt; ou que vejam &lt;span style="font-style: italic;"&gt;largo&lt;/span&gt;. Quem vê longe nunca vê muito. Quem vê largo nunca vai longe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2303524383976995645-765372256957251237?l=maepreocupada.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/765372256957251237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2303524383976995645/posts/default/765372256957251237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maepreocupada.blogspot.com/2011/08/ver.html' title='Visão'/><author><name>mãe preocupada</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976545485514905363</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://3.bp.blogspot.com/_B8W13rsysc8/SYDgWR8bPEI/AAAAAAAAADI/_NZ4zhSJSGk/S220/mae.jpg'/></author></entry></feed>
