9.3.17

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O amor é mais verdadeiro quando dele não se espera o filho, a casa, as férias, a estabilidade. Meter o amor no saco dos projetos de vida é o que o corrompe e deturpa. Ama-se com honestidade depois das vulgares realizações, quando sobra e vem à tona exatamente apenas o que somos. E por isso um amor novo no coração dos velhos é feliz e desprendido.
Até lá, ama-se uma expectativa, não uma realidade. Sorte a daqueles – raros – em que há coincidência.