7.7.16

Paz

Tendo para a crença de que tudo se organiza naturalmente de forma a que as coisas e as pessoas cheguem, cumpram e vão, no tempo certo. Inútil é meter as mãos e forçar a entrada ou a saída seja do que for, seja de quem for, nas nossas vidas. Desejar é legítimo, rejeitar idem, mas na prática um e outro são puro desgaste enquanto as condições se opõem às nossas vontades. 
Não insistir, portanto, para que alguém saia das nossas vidas. A paciência é virtude sábia, terreno fértil. Antes esperar que um deslize as faça escorregar para o lugar do nosso esquecimento. E perdoar, não para que sigam elas em paz mas para que nos seja possível, a nós, evoluir num caminho benigno e tranquilo. 
Constato esta verdade com alívio, recordando como quase todas as batalhas em que entrei me deram vitórias breves e de todas as vezes em que aguardei obtive paz duradoura.